domingo, 15 de janeiro de 2017

15 DE JANEIRO - MASSIMO D'AZEGLIO

EFEMÉRIDEMassimo Taparelli D'Azeglio, pintor, escritor e político italiano, morreu em Milão no dia 15 de Janeiro de 1866. Nascera em Turim, em 24 de Outubro de 1798. É um dos pensadores e actores do Risorgimento. A sua obra “I miei ricordi”, publicada postumamente em 1867, é um clássico da literatura italiana.
Filho de um general que era embaixador em Roma, o jovem Massimo apaixonou-se pela pintura. Oficial de cavalaria, fixou-se em Roma onde se fez notar como paisagista depois de ter estudado no atelier de Martin Verstappen.
Em 1830, casou com a filha do grande poeta romântico Alessandro Manzoni, fundador da língua italiana moderna. 
D'Azeglio escreveu dois romances históricos – “Ettore Fieramosca, o la disfida di Barletta” (1833) e “Niccolò de' Lapi, ovvero i Palleschi e i Piagnoni” (1841) – em que desenvolveu o sentimento nacional. Em 1846, publicou “Gli ultimi casi di Romagna”, onde defendeu a ideia de que a unificação da Itália deveria ser feita pela casa de Sabóia.  
De tendência monárquica moderada e católico fervoroso, não tomou parte em nenhum dos complots nem nos numerosos levantamentos que tiveram lugar na história italiana durante a primeira metade do século XIX.
Em 1848, alistou-se no exército piemontês. Foi promovido a coronel e gravemente ferido durante a batalha de Vicence contra os austríacos. Em Maio de 1849, o rei Victor-Emmanuel II nomeou-o primeiro-ministro e ministro dos negócios estrangeiros. Durante o seu governo, foi suprimida a imunidade de que beneficiavam os eclesiásticos, o que provocou a hostilidade do Papa e dos católicos conservadores.
Em Outubro de 1850, fez entrar Cavour no governo, como ministro da agricultura e do comércio. Em Maio de 1852, D'Azeglio foi substituído por Cavour à frente do executivo.
Durante a 2ª Guerra da Independência, foi nomeado comissário de Victor-Emmanuel II em Bolonha. Foi ainda embaixador em Londres, prefeito em Milão, senador, general de brigada e ajudante-de-campo do rei. 
Em 1865, sucedeu ao seu irmão Roberto na direcção da Galeria Sabauda de Turim. No ano seguinte ao seu falecimento (1866), a filha publicou a sua autobiografia “I miei ricordi”. 

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