sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

15 DE FEVEREIRO - WALDEMAR HENRIQUE


EFEMÉRIDE - Waldemar Henrique da Costa Pereira, pianista, compositor e maestro brasileiro, nasceu em Belém do Pará no dia 15 de Fevereiro de 1905. Morreu na mesma cidade, em 29 de Março de 1995. E um artista símbolo do Pará, tendo na cidade de Belém uma Praça e um Teatro com o seu nome.
Waldemar Henrique era filho de um descendente de portugueses. Tendo perdido a mãe quanto tinha apenas um ano de idade, foi criado por uma tia. Veio depois com o pai para Portugal, regressando ao Brasil em 1918. A partir de então, viajou pelo interior da Amazónia, tendo contactado com os elementos da cultura e do folclore amazónicos, que seriam mais tarde característicos da sua obra musical.
A sua infância foi vivida na cidade do Porto, em Portugal, país que lhe inspirou posteriormente a composição de três canções. Waldemar Henrique possuía sérios problemas de vista, que foram descobertos aos seis anos de idade, enquanto estudava numa escola em Portugal. Antes disso, achavam que ele era uma criança lenta e desajeitada, que deixava os copos cair e que esbarrava nas cadeiras. Levaram-no a um oftalmologista, por recomendação da professora, e foi prescrito que começasse a usar óculos, mas partia-os com frequência durante as suas brincadeiras. Por isso, proibiram-no de brincar, o que fez dele um menino extremamente observador e pensador.
A sua primeira música de sucesso foi “Minha Terra”, composta em 1923. Em 1929, estudou no Conservatório Carlos Gomes. A família era contra e o pai insistiu para que ele se desviasse da sua vocação, empregando-o mesmo num banco.
Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1933, onde estudou piano, composição, orquestração e regência. As suas obras têm principalmente como tema o folclore amazónico, indígena, nordestino e afro-brasileiro.
Ele admirava o seu próprio trabalho e vivia perseguindo a elaboração de uma obra-prima. Talvez ele tenha feito não uma, mas várias, já que escreveu mais de cento e cinquenta canções, além de peças para piano solo, coro e orquestra, e música para novelas, teatro e cinema.
Foi o autor da primeira versão musical (1958) de “Morte e Vida Severina”, de João Cabral de Melo Neto, poema dramático premiado pelo “Jornal do Comércio”.
Rádios, teatros e casinos do Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte foram os locais onde W. Henrique mais actuou. Fez também tournées por várias outras cidades do Brasil e no estrangeiro, como Argentina, Uruguai, França, Espanha e Portugal.
Durante mais de dez anos, dirigiu o Theatro da Paz em Belém do Pará, cidade onde, em Setembro de 1979, foi inaugurado um teatro para 220 pessoas, baptizado com o seu nome.
Tendo sofrido de problemas de visão durante toda a vida (glaucoma e catartas), e tendo-lhe sido diagnosticado um cancro, acabou por falecer «sem sofrimento» aos 90 anos de idade, segundo informação do seu secretário particular.

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