terça-feira, 3 de novembro de 2015

3 DE NOVEMBRO - FRANCISCO AYALA

EFEMÉRIDE Francisco Ayala García-Duarte, escritor da “Geração de 27”, jurista, professor de literatura e sociólogo espanhol, morreu em Madrid no dia 3 de Novembro de 2009. Nascera em Granada, em 16 de Março de 1906.
Aos dezasseis anos, mudou-se para Madrid, onde estudou Direito, Filosofia e Letras. Nesta época, publicou as suas duas primeiras novelas, “Tragicomedia de un hombre sin espíritu” (1925) e “Historia de un amanecer” (1926).
Colaborou habitualmente na “Revista de Occidente” e na “Gaceta Literária”. Estudou também em Berlim, entre 1929 e 1931. Doutorou-se em Direito na Universidade Complutense de Madrid, vindo a ser professor na mesma universidade.
Foi letrado das Cortes desde a proclamação da República. No começo da Guerra Civil, estava a dar conferências na América do Sul e, durante a mesma, foi funcionário do Ministério de Estado.
Depois da tomada do poder por Franco, exilou-se em Buenos Aires, onde passou dez anos a trabalhar e a colaborar na revista “Sur” e no diário “La Nación”. Nesse tempo, foi também co-fundador da revista “Realidad”.
Posteriormente, ainda na década de 1950, residiu em Porto Rico, país no qual deu cursos na Faculdade de Direito da Universidade de Porto Rico. Viajou depois para os Estados Unidos da América, onde deu aulas de Literatura Espanhola nas Universidades de Princeton, Rutgers, Nova Iorque e Chicago, embora mantendo estreitas ligações intelectuais e culturais com Porto Rico, onde igualmente viveram longos exílios Pau Casals e Juan Ramón Jiménez, entre outros.
Em 1960, regressou pela primeira vez a Espanha e, pouco a pouco, reintegrou-se na vida literária espanhola. Em 1976, instalou-se definitivamente em Madrid, continuando o seu labor de escritor, conferencista e colaborador da imprensa.
Tem também grande importância a sua obra ensaística, que abrange temas políticos e sociais, reflexões sobre o presente e o passado de Espanha, o cinema e a literatura. Escreveu umas interessantes memórias: “Recuerdos y olvidos” (1982, 1983, 1988 e 2006). Faleceu com 103 anos de idade.
Em 1983, foi eleito membro da Real Academia Espanhola. Até muito avançada idade continuou a escrever com plena lucidez. Em 1988, obteve o Prémio Nacional das Letras Espanholas e, em 1990, foi nomeado Filho Predilecto da Andaluzia. Em 1991, foi galardoado com o Prémio Miguel de Cervantes e, em 1998, com o Prémio Príncipe das Astúrias de Letras.

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