quinta-feira, 10 de novembro de 2016

10 DE NOVEMBRO - CORREIA GARÇÃO

EFEMÉRIDE – Pedro António Correia Garção, poeta português, morreu em Lisboa no dia 10 de Novembro de 1772. Nascera na mesma cidade em 13 de Junho de 1724.
Não chegou a terminar os estudos na Universidade de Coimbra. Exerceu o cargo de escrivão na Casa da Índia. Pouco antes de morrer, incompatibilizou-se com o Marquês de Pombal.
A esposa, D. Maria Ana Xavier Fróis Mascarenhas de Xande Salema, trouxe-lhe avultados bens, desaparecidos mais tarde em litígio judicial. A perda da fortuna não representou a sua única desgraça. Também foi preso. Quando, graças à dedicação da mulher, ia ser solto, faleceu.
A causa da prisão nunca foi devidamente averiguada. Supôs-se que fosse por causa de um poemeto ao infante D. Pedro, em que não se consentia que fosse erigida uma estátua e no qual se quis ver uma crítica ao Marquês de Pombal, que mandara colocar o seu medalhão no monumento a D. José I. A hipótese é inaceitável, porque o encarceramento ocorreu em 1771, datando a estátua de 1775. Outros atribuíram o caso a uma aventura amorosa com a filha do intendente escocês Macbean, de cuja hospitalidade teria abusado. Contudo, nada se esclareceu e a imaginação elaborou livremente aspectos fantasiosos.
A obra de Correia Garção abrange múltiplos aspectos, salientando-se a sua actividade de teórico e orientador do Classicismo. Cultivou a sátira horaciana e foi um excelente metrificador.
A sua peça “O Teatro Novo” vale como importante documento para a história das ideias sobre teatro. “A Assembleia ou Partida”, comédia de costumes, constitui uma caricatura do gosto imoderado pelo luxo. Garção foi também autor de “Obras Poéticas” e “Discursos Académicos”.

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