terça-feira, 8 de novembro de 2016

8 DE NOVEMBRO - MARGARET MITCHELL

EFEMÉRIDEMargaret Munnerlyn Mitchell, jornalista e escritora norte-americana, nasceu em Atlanta no dia 8 de Novembro de 1900. Morreu na mesma cidade em 16 de Agosto de 1949.
Margaret cresceu a ouvir histórias sobre a Guerra Civil contadas pelos seus familiares e por combatentes veteranos. Obcecada pela escrita, ainda em criança, costumava levantar-se a meio da noite para anotar ideias a desenvolver em novelas e peças teatrais.
No Outono de 1918, ingressou no Smith College, em Northampton, pouco antes da entrada dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial. Durante o conflito, o seu noivo foi morto em França (Janeiro de 1919). A mãe faleceu, no mesmo ano, durante a epidemia de gripe espanhola. Este último acontecimento obrigou Margaret a abandonar os estudos e a voltar para casa, mas ela não tinha temperamento para se dedicar apenas a cuidar do pai e do irmão mais velho. O seu comportamento sensível e o seu trabalho em projectos sociais junto da população negra de Atlanta, começaram a escandalizar a sociedade conservadora da cidade.
Em Setembro de 1922, casou-se com Red Upshaw, ex-jogador de futebol americano e (descobriu-se depois) contrabandista de bebidas. Como os rendimentos do marido não fossem suficientes para a manutenção do casal, mudaram-se para a casa dos Mitchell e ela arranjou um emprego como repórter no “The Atlanta Journal Sunday Magazine”, onde um ex-namorado, John R. Marsh, trabalhava como editor.
Assinou mais de 130 trabalhos jornalísticos. A aproximação profissional com Marsh e o comportamento violento de Upshaw, levaram Margaret a divorciar-se em Outubro de 1924. Em Julho de 1925, casou-se com Marsh. O casal foi residir num apartamento térreo na Crescent Avenue, local que Margaret chamava carinhosamente de “The Dump” (“O Depósito”).
Poucos meses após o casamento, Margaret teve de afastar-se do jornal por razões de saúde. Durante o período de convalescença, começou a escrever a história que a tornaria famosa, “E Tudo o Vento Levou”. Em 1929, a maior parte do livro estava terminada e, em 1935, a Editora Macmillan adquiriu os direitos de publicação.
Lançada em Junho de 1936, a obra tornou-se rapidamente um best-seller. Em Outubro desse mesmo ano, já tinha sido vendido um milhão de exemplares e os direitos de filmagem foram comprados pelo produtor David O. Selznick, pela (na época) elevada soma de 50 000 dólares. Em Maio de 1937, o livro foi premiado com o Pulitzer, traduzido em 27 línguas e atingiu mais de 30 milhões de exemplares vendidos.
O filme, realizado por Victor Fleming e interpretado por Vivien Leigh e Clark Gable, teve o seu lançamento mundial em Atlanta, em Dezembro de 1939 e contou com a presença da tímida autora na plateia. Os direitos autorais recebidos pela obra e pela adaptação cinematográfica tornaram-na uma mulher rica e ela, envolvida nas suas actividades de filantropia, decidiu encerrar a sua carreira literária.
Em Agosto de 1949, ao atravessar uma rua próxima da sua residência, Margaret foi atropelada por uma viatura. Levada para um hospital, ficou em estado de coma e faleceu cinco dias depois. John Marsh morreria em 1952 e foi sepultado ao lado da esposa, no Cemitério Oakland em Atlanta.

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