quarta-feira, 2 de novembro de 2016

2 DE NOVEMBRO - ALEXANDRE BABO

EFEMÉRIDEAlexandre Feio dos Santos Babo, jornalista e escritor português, morreu em Cascais no dia 2 de Novembro de 2007. Nascera em Lisboa, em 30 de Julho de 1916. Era filho do jurista, escritor, republicano e maçom Carlos Cândido dos Santos Babo (1882/1957) e casado com a artista plástica Elsa Peixoto.
Alexandre Babo entrou, em 1933, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, licenciando-se em 1939. Foi desde muito novo militante antifascista. Em 1936, na clandestinidade, foi iniciado na Maçonaria, fazendo parte da Acção Anticlerical e Antifascista e do Bloco Académico Antifascista, onde lutou contra o salazarismo.
Em 1941, fundou – com Amaral Guimarães e Abílio Mendes – as Edições Sirius, que deram um importante contributo cultural ao país. Após a Segunda Guerra Mundial, foi para Paris como delegado da revista “Mundo Literário” (1946/48). Em Londres, foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e, posteriormente – em 1960 – foi correspondente do “Jornal de Notícias” e cronista da BBC.
Em 1943, ingressou no Partido Comunista Português. Como advogado, interveio nos julgamentos do Tribunal Plenário do Porto e no Supremo Tribunal de Justiça em defesa de acusados políticos. Fez parte do Conselho do Porto do Movimento de Unidade Democrática e da Comissão Distrital da Campanha do General Norton de Matos.
Enquanto exercia advocacia no Porto, fundou – com António Pedro e Egito Gonçalves – o Teatro Experimental do Porto. Separou-se deste, para – em 1960 – contribuir para a formação do Teatro Moderno do Clube Fenianos Portuenses, juntamente com Luís de Lima e Fernando Gaspar. Foi director do Círculo de Cultura Teatral e, em 1964, de volta a Lisboa, fundou O Palco, Clube de Teatro. Fez crítica de teatro durante dez anos.
Entre 1961 e 1965, foi colaborador permanente do “Jornal de Notícias”, com uma crónica às segundas-feiras. Desde 1965, exerceu advocacia em Lisboa. No campo das letras dedicou-se ao teatro, à ficção, à crítica, ao jornalismo e à tradução. Foi um dos fundadores da Associação Portuguesa de Escritores, em 1973, tendo sido sócio honorário daquela associação e cooperante da Sociedade Portuguesa de Autores desde 1977. Foi co-fundador da Liga Para o Intercâmbio Cultural Social Científico com os Povos Socialistas, da Associação Portugal-URSS. Com outras personalidades, ajudou a fundar a Associação Portugal-RDA, sendo seu secretário-geral até à unificação da Alemanha.
Várias das suas obras foram proibidas pela censura da PIDE. Recebeu a medalha de mérito cultural da Câmara Municipal de Cascais, concelho onde vivia. Faleceu aos 91 anos, deixando vários textos inéditos.

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