segunda-feira, 3 de abril de 2017

3 DE ABRIL - JEAN EPSTEIN

EFEMÉRIDEJean Epstein, ensaísta e realizador de cinema francês, morreu em Paris no dia 3 de Abril de 1953, vítima de hemorragia cerebral. Nascera em Varsóvia, em 25 de Março de 1897.
Filho de mãe polaca e de pai francês, de origem aristocrática, foi educado na Suíça, onde frequentou a escola secundária. Estudou depois Medicina em França, na Universidade de Lyon.
Apaixonou-se pela literatura e pelo cinema. Amante da filosofia e da poesia, influenciado pelas teorias do cineasta francês Louis Delluc e ajudado por Blaise Cendrars, publicou em 1921 a sua primeira obra teórica (“Bonjour Cinéma”), caracterizada por uma exposição algo «lírica e poética das suas ideias» sobre cinema.
Frequentou vários meios intelectuais franceses e publicou diversos artigos e ensaios: “La Lyrosophie”, “Le Cinématographe vu de l'Etna” e “Le Cinéma du diable”, entre outros. Antecipou em quarenta anos, juntamente com Abel Gance e Marcel L'Herbier, o movimento da Nouvelle Vague.
Em 1922, realizou – em colaboração com Jean Benoît-Lévy – a sua primeira obra cinematográfica, um documentário sobre a vida de Pasteur e, no ano seguinte, “Coeur Fidèle”, um filme em que pôs em prática as suas teorias. Toda a sua obra será marcada por essa tendência. Os seus primeiros filmes inspiram-se em obras de Balzac, Alphonse Daudet, George Sand e Edgar Allan Poe.
Assinou em 1923 um contrato com a produtora francesa Pathé, mas desvinculou-se três anos depois para fundar a sua própria empresa, a Films Jean Epstein. Fez em 1928 um filme impressionista que contribuiu para o seu sucesso: “La Chute de La MaIson d’Usher”, adaptação de Poe.
Co-realizou com Maurice Mariaud, um dos realizadores franceses que trabalharam em Portugal na década de 1920, “La Goute de Sang”. Foram Robert Flaherty, José Leitão de Barros e Epstein os pioneiros da etnoficção, género que Jean Rouch explorará, com método científico. Epstein interessava-se pela antropologia, filmando na Bretanha películas sobre temas marítimos, tal como Leitão de Barros fez em Portugal.
Pondo de parte o esteticismo, entregou-se – a partir de 1929 – ao documentário social e fez experiências ousadas no domínio da antropologia visual.
Só depois de terminada a guerra, conseguiu voltar a filmar a seu gosto. “Le tempestaire” é uma síntese da sua inspiração realista e das suas pesquisas formais.
Ficou conhecido pelas suas apostas experimentalistas e vanguardistas e pelas suas teorias sobre a sétima arte.
A Cinemateca Francesa homenageou-o, dando o seu nome a uma das suas salas de projecção.

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