domingo, 12 de fevereiro de 2012




EFEMÉRIDEFranco Zeffirelli, de seu verdadeiro nome Gianfranco Corsi, realizador, cenarista e produtor de cinema italiano, nasceu em Florença no dia 12 de Fevereiro de 1923. Foi também político, tendo sido senador pela Catânia (1996 a 2001).


Foi abandonado em criança e confiado ao Orfanato dos Inocentes. A mãe, apaixonada pela música de Mozart, decidiu inscrevê-lo sob o nome de Zeffiretti, mas um erro da secretária que a atendeu “transformou-o” em Zeffirelli, apelido com que viria a celebrizar-se. Muito cedo, teve a sorte de ter ficado aos cuidados de uma velha inglesa que habitava em Florença. Ela ensinou-lhe a sua língua e levou-o a descobrir Shakespeare, que foi o “click” da sua vida.


Começou a sua carreira artística como assistente de Luchino Visconti, com quem manteve relações tempestuosas. Seguiu-o primeiro no teatro e só depois no cinema, com os filmes “La Terra trema” e “Senso”. Visconti abriu-lhe o caminho, mas as suas relações degradaram-se e Visconti nunca aceitou que Zeffirelli voasse com as suas próprias asas e sobretudo que lhe tenha “roubado” Maria Callas.


No fim dos anos 1950, começou uma carreira de realizador de óperas, que durou várias décadas e o levou a trabalhar regularmente para o Scala de Milão e para a Metropolitan Opera de Nova Iorque. Dirigiu Maria Callas na “Traviata” em Dallas (1959), “Tosca” em Londres e Paris (1964) e “Norma” em Paris (1964 e 1965). Em 1966, em Nova Iorque, inaugurou a sala de ópera do Lincoln Center, dirigindo a ópera “António e Cleópatra” de Samuel Barber, de que escreveu igualmente o libreto.


Em 1967 realizou a adaptação cinematográfica de uma peça de Shakespeare, em que as vedetas eram Elizabeth Taylor e Richard Burton. O sucesso encorajou-o a adaptar “Romeu e Julieta” no ano seguinte. O filme foi considerado uma obra-prima, tendo recebido quatro nomeações para os Oscars.


Durante os anos 1970 dirigiu dois filmes de inspiração religiosa: “Francisco e o Caminho do Sol” (sobre a vida de São Francisco de Assis) e a mini-série “Jesus da Nazaré”, que atingiu 27 milhões de espectadores só em Itália.


Foi depois para os Estados Unidos, onde realizou “O Campeão” e “Um amor infinito”. Durante os anos 1980, dirigiu óperas filmadas como “La Traviata” e “Otello”. Voltou a Shakespeare em 1990, com uma versão de “Hamlet” interpretada por Mel Gibson e Helena Bonham Carter.


Mais recentemente, realizou “Um chá com Mussolini”, filme largamente autobiográfico sobre a sua infância em Florença. Continuou sempre a trabalhar e, após ter sido posto à margem pela intelectualidade italiana por causa das suas ideias conservadoras, conheceu finalmente o reconhecimento merecido, ao ser considerado como «fazendo parte do tesouro nacional italiano».

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