segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012




EFEMÉRIDERobert Bernard Altman, guionista, realizador e produtor norte-americano, nasceu em Kansas City, no Missouri, em 20 de Fevereiro de 1925. Morreu em Los Angeles no dia 20 de Novembro de 2006, vítima de leucemia.


De ascendência alemã, inglesa e irlandesa, fez os seus estudos em escolas católicas de Kansas City, tendo-se diplomado em Matemática. Serviu na Academia Militar de Wentworth, na vizinha cidade de Lexington. Em 1945, aos 20 anos de idade, participou da Segunda Guerra Mundial como piloto de bombardeiros. Enquanto permaneceu na Força Aérea, teve os primeiros contactos com o mundo da produção cinematográfica de Hollywood. Depois de desmobilizado, passou a residir em Los Angeles, enquanto se preparava para concretizar o sonho de se dedicar ao cinema.


Teve uma carreira como actor curta e discreta. Escreveu depois vários guiões, que tiveram sucesso e o levaram a instalar-se em Nova Iorque para se dedicar à escrita. Escreveu, sem publicar, numerosas peças de teatro, comédias musicais e romances. Não obtendo o êxito que esperava, voltou a Hollywood, onde abriu uma loja de animais para granjear meios de subsistência. A casa, porém, veio a falir e ele voltou a Kansas City para junto dos familiares, arruinado mas pronto para novas experiências no mundo do cinema.


Como não havia ainda uma escola de cinema, ingressou na Calvin Company, a mais importante produtora da época, que possuía o maior laboratório de revelação de filmes. Durante os seis anos que ali se manteve, realizou mais de 60 curtas-metragens, que lhe permitiram ganhar experiência e ter um salário de 250 dólares semanais. Aprendeu a respeitar religiosamente os prazos contratualizados com as produtoras e, sob o ponto de vista técnico, familiarizou-se com todas as ferramentas de realizador: a máquina de filmar, a vara para tomada de som, as iluminações, etc., etc.


Em 1955, foi contratado para escrever e realizar um filme “de pequeno orçamento” sobre a criminalidade na adolescência, intitulado “The Delinquents”. Foi a sua primeira longa-metragem. O filme chamou a atenção de Alfred Hitchcock, que lhe pediu para realizar alguns episódios da série de televisão “Alfred Hitchcock apresenta…”.


Entre 1958 e 1964, realizou numerosos episódios de séries televisivas. Seguiu-se um período mais apagado, em que realizou longas-metragens que não tiveram grande êxito, até lhe apresentarem o guião de “M*A*S*H”, uma sátira à Guerra da Coreia, que já tinha sido recusada por vários realizadores. Este filme, de 1970, é considerado como um dos seus melhores trabalhos de sempre. Foi o seu primeiro filme verdadeiramente rentável e o ponto de partida para muitos e grandes sucessos.


Entre os prémios que recebeu, ao longo da carreira, salientam-se: Palma de Ouro no Festival de Cannes (1970); Urso de Ouro no Festival de Berlim (1976); Prémio de Melhor Realizador no Festival de Cannes (1992); Leão de Ouro no Festival de Veneza (1993); Leão de Ouro Especial no Festival de Veneza (1996); e o Oscar de Honra em 2005, como «reconhecimento pela sua obra cinematográfica». Ele é, juntamente com Henri-Georges Clouzot e Michelangelo Antonioni, um dos três realizadores a terem recebido os principais prémios nos três principais festivais europeus (Berlim, Cannes e Veneza).

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