sábado, 12 de setembro de 2015

12 DE SETEMBRO - CAIO FERNANDO ABREU

EFEMÉRIDE – Caio Fernando Loureiro de Abreu, jornalista e escritor brasileiro, nasceu em Santiago de Boqueirão (Rio Grande do Sul) no dia 12 de Setembro de 1948. Morreu em Porto Alegre, em 25 de Fevereiro de 1996.
Filho de um militar e franc-maçon e de uma professora de História e Filosofia, a sua avó era igualmente docente. Neste ambiente cultural, muito ligado aos livros, Caio começou a escrever pequenos contos aos 6 anos de idade.
Apontado como um dos autores importantes da sua geração, Caio Fernando Abreu escrevia num estilo sóbrio e muito pessoal, falando sobretudo de sexo, da morte, do medo e, sobretudo, da angustiante solidão. Apresenta uma visão trágica do mundo moderno e é considerado um «fotógrafo da fragmentação contemporânea».
Estudou Letras e Artes Cénicas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. No entanto, abandonou ambos os cursos para – aos 19 anos – partir para São Paulo, atraído pela corrente musical e cultural do Tropicalismo. Para ganhar a vida, começou a trabalhar como jornalista em revistas muito populares, tais como: “Nova”, “Manchete”, “Veja” e “Pop”, além de colaborar com os jornais “Correio do Povo”,”Zero Hora”, “Folha de S. Paulo” e “O Estado de S. Paulo”.
Em 1968, começou a ser perseguido pelo Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), tendo-se refugiado na casa de uma amiga, a também escritora Hilda Hilst, em Campinas, São Paulo. No início da década de 1970, exilou-se por um ano na Europa, morando sucessivamente em Espanha, na Suécia, na Holanda, na Inglaterra e em França. Em Londres, tornou-se dependente de heroína.
Em 1974, voltou a Porto Alegre. Em 1983, mudou-se para o Rio de Janeiro e, em 1985, para São Paulo. A convite da Casa dos Escritores Estrangeiros, voltou a França em 1994, regressando ao Brasil no mesmo ano, ao descobrir que era portador do vírus HIV.
O seu primeiro romance, “Limite branco” (1970), já possuía as marcas que iriam acompanhar a sua trajectória literária: a angústia diante do devir e a morte como única certeza no final da caminhada.
Caio Fernando Abreu viveu intensamente a época da ditadura nas suas obras literárias. Ele buscava sempre a inspiração nos momentos importantes da sua vida. Recebeu por três vezes o prestigioso Prémio Jabuti de Literatura (1984, 1989 e 1996).
Em 1995, foi patrono da 41ª Feira do Livro de Porto Alegre. Um ano depois, voltou a morar com os pais, dedicando-se a rever os seus textos e à jardinagem. Faleceu, pouco tempo depois, no Hospital Mãe de Deus em Porto Alegre.

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