quinta-feira, 24 de setembro de 2015

24 DE SETEMBRO - SUSAN ATKINS

EFEMÉRIDE Susan Denise Atkins, homicida norte-americana, ex-integrante da seita “família Manson”, liderada por Charles Manson, morreu em Chowchilla no dia 24 de Setembro de 2009. Nascera em São Gabriel, em 7 de Maio de 1948.
Susan era dançarina quando conheceu Charles Manson, em 1967. Ele viera tocar guitarra na casa que ela habitava juntamente com alguns amigos. Sabendo que ela deveria deixar a habitação algumas semanas mais tarde, Manson propôs-lhe que se juntasse à sua comunidade, o que ela aceitou, fazendo mesmo, com eles, uma tournée de ano e meio.
Em Outubro de 1967, Atkins deu à luz uma criança “de pai desconhecido”, de quem perderia a guarda quando mais tarde foi condenada. A seita fixou-se depois no Spahn Ranch na Califórnia até à consumação dos assassinatos.
Manson e os seus seguidores cometeram nove crimes na Califórnia, em quatro locais diferentes e num período de cinco semanas, durante o Verão de 1969. Atkins participou e foi condenada por oito desses crimes, incluindo o mais famoso deles, o assassinato da actriz Sharon Tate, na casa do seu marido, o realizador Roman Polanski, que se encontrava em viagem pela Europa.
Conhecida pelo pseudónimo de Sadie Mae Glutz entre os integrantes daquela seita hippy, Atkins foi condenada à morte em 1971, pena depois convertida em prisão perpétua. Esteve encarcerada na Califórnia desde a sua prisão, em 1 de Outubro de 1969, sendo a mais antiga presa do estado. Teve dez pedidos de liberdade condicional (permitidos no sistema jurídico norte-americano a alguns condenados a prisão perpétua, após determinado número de anos de detenção), todos negados pela Justiça.
Foi Atkins quem apunhalou Tate, grávida de oito meses. Argumentou estar sob os efeitos de LSD no momento do assassinato, mas não mostrou qualquer arrependimento. Revelou que entre as personalidades que estavam previstas assassinar constavam também Elisabeth Taylor, Frank Sinatra, Steve MacQueen e Tom Jones.
Segundo o seu testemunho, Tate rogou que deixassem com vida o bebé que esperava. «Respondi-lhe que não tinha misericórdia dela».
Atkins converteu-se à religião em 1974, tornando-se cristã-nova. Publicou um livro, “Child of Satan, Child of God” em 1977, no qual relata as suas experiências com a família Manson, a sua conversão religiosa e os seus anos na prisão. Casou-se duas vezes, em 1980 e 1987, a segunda com um advogado quinze anos mais novo, que se tornou o seu representante legal nas audiências de apelação por liberdade condicional.
Um comité de avaliação da Califórnia negou, no dia 2 de Setembro de 2009, de forma unânime, mais um pedido de liberdade condicional feito pelos seus advogados. A decisão dos 12 membros do comité foi tomada após uma longa audiência, durante a qual Atkins esteve presente, sedada e numa maca.
Susan Atkins morreu aos 61 anos de idade, três semanas após ter sido recusado o seu último pedido de liberdade. Tinha uma perna amputada, um cancro no cérebro em fase terminal e 85% do corpo paralisado. 

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