sábado, 5 de setembro de 2015

5 DE SETEMBRO - ARTHUR KOESTLER

EFEMÉRIDEArthur Koestler, jornalista, romancista, ensaísta e activista político judeu húngaro, radicado no Reino Unido, nasceu em Budapeste no dia 5 de Setembro de 1905. Morreu em Londres, em 1 de Março de 1983.
Nascido Kösztler Artur, de pai húngaro e mãe vienense, ambos judeus, tiveram de fugir da Hungria após a queda do governo comunista de Béla Kun, para escapar da acusação de colaborantes do governo bolchevique húngaro.
Refugiado em Viena, matriculou-se na Escola Politécnica, estudando simultaneamente Filosofia e Literatura na Universidade da capital austríaca. Muito mais tarde, interessou-se igualmente pela Parapsicologia, lendo Freud e Jung, entre outros. 
Abandonou os estudos em 1926, para se juntar aos pioneiros sionistas na Palestina. De volta à Europa, dedicou-se principalmente ao jornalismo, através do qual adquiriu enorme experiência humana, social e política.
Em 1929, como correspondente dos jornais do grupo Ullstein, de Berlim, mudou-se para Paris e, em 1931, tornou-se o único jornalista a participar na expedição polar do conde Zeppelin. Nesse mesmo ano, aderiu ao Partido Comunista. No ano seguinte, esteve na União Soviética e, em 1936, foi enviado a Madrid, pelo “New Chronicle”, para cobrir a Guerra Civil Espanhola. Tendo participado activamente na defesa de Málaga, foi preso pelas tropas de Franco e condenado à morte, sendo salvo por intervenção inglesa e através de uma troca de prisioneiros.
Foi transferido para França, onde esteve num campo de refugiados. Decidiu alistar-se na Legião Estrangeira, para escapar à deportação para a Alemanha nazi. Em 1938, rompeu com o Partido Comunista, mudando-se para Londres, onde adquiriu cidadania inglesa e se dedicou à actividade de escritor, produzindo obras de forte cunho psicológico, onde mesclou a criação com as experiências vividas. A mais notória delas é “Darkness at Noon” (“O zero e o infinito”), uma crítica contundente ao estalinismo, que lhe valeu a animosidade de escritores como Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir e Albert Camus.
Depois da guerra, Koestler, que tinha conquistado uma grande notoriedade internacional, ficou fascinado pela criação do Estado de Israel, que viria a descrever de modo magistral no livro “A Análise de um Milagre”.
Em Novembro de 1960, participou nas experiências de Timothy Leary com LSD, em Harvard. Afligido pelos efeitos da droga, refugiou-se na casa de Timothy, onde permaneceu até voltar à normalidade. Todavia, isso não o impediu de tornar a usar LSD, com Ann Arbor, na Universidade do Michigan, descrevendo essa segunda experiência como «uma viagem ao mundo de fantasia de Walt Disney».
Koestler foi casado com Dorothy Asher (1935/50), Mamaine Paget (1950/52) e Cynthia Jefferies (1965/83). Em 1972, foi feito Oficial da Ordem do Império Britânico.
Na tarde de 1 de Março de 1983, em sua casa, Arthur Koestler e a esposa Cynthia ingeriram várias colheradas de mel misturadas com quantidades mortíferas de barbitúricos. Aos 77 anos, ele estava terrivelmente afectado pela doença de Parkinson e por uma leucemia. Na sua carta de despedida, deixou escrito: «Depois de haver sofrido uma deterioração física mais ou menos constante durante os últimos anos, o processo chegou agora a um estado agudo, com complicações adicionais que recomendam buscar a auto-libertação, antes que me encontre incapaz de tomar as medidas necessárias». Cynthia limitou-se a escrever: «Sem dúvida, não poderia viver sem Arthur».

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