domingo, 14 de maio de 2017

14 DE MAIO - BOBBY DARIN

EFEMÉRIDEBobby Darin, de seu verdadeiro nome Walden Robert Cassotto, autor-compositor-cantor e actor norte-americano, nasceu em Nova Iorque no dia 14 de Maio de 1936. Morreu em Los Angeles, em 20 de Dezembro de 1973. Foi um dos artistas norte-americanos mais populares nas décadas 1950/60.
Teve uma existência dramática, vindo do nada até atingir o estrelato. Bobby Darin, desde o seu nascimento, enfrentou diversas dificuldades. Ainda na infância, um médico constatou que ele sofria de doença grave, com implicações cardíacas, e previu-lhe pouco tempo de vida. Esta a razão porque, já adulto, decidiu fazer tudo de maneira muito intensa e viver cada dia como se fosse o último.
Bobby é um exemplo de superação, encontrando força nas lembranças de infância, que nunca esqueceu, e enfrentando a vida com alegria e acima de tudo com muito talento.
Para começar, venceu uma infância extremamente difícil, porque além de ficar recluso por causa da doença, sem poder brincar como as outras crianças, não conheceu o pai, que morreu antes dele nascer.
Bobby cresceu num bairro pobre e, mesmo contra as recomendações do médico no sentido de não fazer muitos esforços, veio a tornar-se uma das maiores estrelas da América de então.
Os seus maiores sucessos foram as canções “Dream lover” e “Splish splash”. A mãe, ao pensar que o filho talvez não chegasse aos 15 anos, incentivara-o a aprender a tocar vários instrumentos, para se distrair.
Quando foi à Itália gravar “Quando Setembro Vier”, conheceu aquela que viria a ser a sua esposa, a também actriz Sandra Dee. Fez tudo para a conquistar e acabou por o conseguir. Casaram-se em 1960, no dia seguinte ao fim das gravações. Bobby começou depois a brilhar mais do que a sua companheira no cinema, sendo mesmo nomeado para um Oscar. O seu brilho apagava o da mulher. Este talvez tenha sido o maior problema no relacionamento. Em 1961, nasceu o único filho, mas acabariam por se divorciar em 1967.
Lutando muito, dia após dia, percorreu um caminho que o levou dos duvidosos clubes nocturnos até ao seu destino de sonho, o Copacabana, onde levou multidões ao delírio com as suas interpretações. Ele era o máximo, tanto a cantar como a escrever ou a tocar, apesar da doença que o continuava a minar.
Isolado e confuso, confiou nos amigos, na família e no seu extraordinário talento, para “acalmar os demónios” e aceitar quem era e o que a sua vida significava. Ganhou um Grammy em 1960.
No cinema, em 1962, conquistou um Golden Globe Award. No ano seguinte, recebeu o prémio de Melhor Actor no Festival de Cannes.
Por causa de Sandra, Bobby interrompera a sua carreira para se dedicar mais à vida particular e isso fez com que a sua fama se esfumasse.
Em tempos de guerra, tentando dar uma volta por cima, Bobby começou a apoiar o presidente Kennedy e a escrever músicas sobre a guerra do Vietname. Conseguiu ainda recuperar o antigo esplendor ao voltar aos palcos. Foi operado uma primeira vez ao coração em 1971.
Em 1972, chegou a ter um programa televisivo (na NBC). Meses depois, teve de parar, vindo a falecer na sequência de nova cirurgia, em Dezembro de 1973.
Em 2004, foi lançado um filme sobre a sua história, “Beyond the Sea, realizado, produzido e interpretado pelo cineasta e seu admirador Kevin Spacey.

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