domingo, 28 de maio de 2017

28 DE MAIO - LIA GAMA

EFEMÉRIDELia Gama, de seu verdadeiro nome Maria Isilda da Gama Gil, actriz portuguesa, nasceu no Fundão, Barroca, em 28 de Maio de 1944.
Veio ainda criança para Lisboa, onde iniciou os estudos secundários. Depois, foi aprender o ofício de cabeleireira, ao mesmo tempo que se iniciava no mundo do espectáculo.
Chegou ao teatro em 1960, como ajudante de promoção da peça “A Margarida da Rua”, em que Vasco Morgado lhe atribuiu a tarefa de vender margaridas no foyer do Teatro Monumental. Em 1963, deu-se a sua estreia efectiva como actriz, em “Vamos contar mentiras”, peça dirigida por Manuel Santos Carvalho.
Surgiu entretanto a oportunidade de ir para Paris estudar representação e, em 1965, foi frequentar a Escola de Teatro René Simon. Ao fim de um ano, quando regressou a Portugal, veio integrar o elenco do Teatro Estúdio de Lisboa, onde foi dirigida por Luzia Maria Martins em várias peças, até 1968. Ao mesmo tempo, iniciou-se no cinema, com António de Macedo, em “Sete Balas para Selma” (1967). No ano seguinte, mudou-se para o Teatro Experimental de Cascais, de Carlos Avilez.
Em 1970, fez um interregno na carreira, ocupada pelo seu casamento com Frederico Maria Oom Moniz Galvão, pai do seu filho João Carlos Gil de Moniz Galvão, nascido em Lisboa, em 1972.
Quando regressou aos palcos, fez parte de diferentes companhias teatrais: Casa da Comédia, Teatro da Cornucópia, Os Cómicos, Teatro da Graça, Grupo 4, Comuna – Teatro de Pesquisa e Companhia Teatral do Chiado, dirigida por nomes tão importantes como João Lourenço, Jorge Silva Melo, Luís Miguel Cintra, Ricardo Pais, Jorge Listopad, Fernando Gusmão, João Mota e Juvenal Garcês.
Nos tempos livres, fez incursões no teatro televisivo e, a partir de 1974, iniciou uma carreira regular no cinema. Protagonizou 22 filmes (1967/2006) e fez mais de 20 trabalhos para televisão (1979/2016).
Lia Gama terá feito, ao todo, mais de 30 peça teatrais. Protagonizou também o recital de canções portuguesas “Remix deLuxe”, com Jeff Cohen ao piano e encenado por Cândida Vieira, e integrou o elenco de “Conferência de Imprensa e Outras Aldrabices” (a partir de Harold Pinter, Antonio Tarantino, Arne Sierens, Irmãos Presniakov, Jon Fosse e Miguel Castro Caldas entre outros), com encenação de Silva Melo.
Em 2005 e 2006, integrou o elenco da peça de Paula Vogel, com encenação de Fernanda Lapa, “A Mais Velha Profissão” (Globo de Ouro para Melhor Produção), no Teatro Nacional D. Maria II. A sua mais recente interpretação foi no musical “O Assobio da Cobra”, dirigido por Adriano Luz no Teatro São Luiz, em 2006.
Entre outros galardões, recebeu o Prémio da Casa da Imprensa pela sua interpretação no filme “Kilas, o Mau da Fita”, a Medalha 25 de Abril da Associação Portuguesa dos Críticos de Teatro e a Medalha de Mérito Cultural do Ministério da Cultura em 2006.

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