quinta-feira, 25 de maio de 2017

25 DE MAIO - JOAQUIM PEDRO DE ANDRADE

EFEMÉRIDE Joaquim Pedro de Andrade, cineasta brasileiro, nasceu no Rio de Janeiro em 25 de Maio de 1932. Morreu na mesma cidade em 10 de Setembro de 1988.
O pai foi o fundador do Instituto do Património Histórico e Artístico Nacional. Joaquim passou a infância no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, entre os mais importantes intelectuais brasileiros da época. Manuel Bandeira era tão amigo da família que acabou por ser seu padrinho de crisma.
Em 1950, iniciou a sua licenciatura em Física, no Rio, onde frequentava o cineclube do Centro de Estudos Cinematográficos. Recebeu a influência de Plínio Sussekind Rocha, professor de mecânica analítica, teórico do cinema mudo e fundador do Chaplin Club.
Joaquim Pedro escrevia sobre cinema no jornal da faculdade e chegou a fazer experiências como cineasta amador. Namorou Sarah de Castro Barbosa, com quem se casaria mais tarde. Entre as experiências cinematográficas da época, actuou no filme “Les Thibault”, de Saulo Pereira de Melo, e trabalhou como assistente de realização na curta-metragem “Caminhos”, de Paulo César Saraceni.
A troca definitiva da Física pelo Cinema viria em 1957, mas – antes da sua primeira experiência profissional como assistente de realização do filme “Rebelião em Vila Rica” – foi obrigado pelo pai a fazer um estágio em Congonhas, na restauração da obra “Os Passos da Paixão”, do artista Aleijadinho.
O seu primeiro filme como realizador foi a curta-metragem “O Poeta do Castelo e o Mestre de Apipucos”, financiada pelo Instituto Nacional do Livro. O filme regista a intimidade do poeta Manuel Bandeira e a do escritor e sociólogo Gilberto Freyre.
Em 1960, produziu a curta-metragem “Couro de Gato”, filmado no morro do Cantagalo, no Rio de Janeiro, com actores amadores. Contemplado pelo governo francês com uma bolsa de estudos, foi depois estudar cinema em França.
Em 1963, foi convidado para dirigir o documentário “Garrincha, Alegria do Povo”, ideia de Luís Carlos Barreto, que o produziu e fez o guião, ao lado de Armando Nogueira. Em 1965, fundou a produtora Filmes do Serro e iniciou as filmagens de “O Padre e a Moça”.
Preso pela ditadura militar em 1969 e libertado alguns dias depois, começou a filmar “Macunaíma”, o seu maior sucesso segundo a crítica.
No Festival de Veneza de 1972, o seu filme “Os Conspiradores” recebeu o Prémio do Comité Internacional de Difusão da Arte e das Letras.
Casou-se pela segunda vez, em 1976, com a actriz Cristina Ache, com quem teve um casal de filhos e que dirigiu em “Guerra Conjugal” e “Contos Eróticos”.
Vítima de cancro num pulmão, morreu aos 56 anos, antes de realizar o seu projecto de adaptar ao cinema “Casa-Grande e Senzala” de Gilberto Freyre.
Em 2006, durante o Festival Internacional de Cinema de Veneza, foi feita uma retrospectiva da sua obra. Foram exibidas seis longas-metragens restauradas em formato digital pela sua filha, a também cineasta Alice de Andrade.

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