domingo, 22 de março de 2015

22 DE MARÇO - BRANCA DE GONTA COLAÇO

EFEMÉRIDEBranca Eva de Gonta Syder Ribeiro Colaço, escritora e declamadora portuguesa, que ficou sobretudo conhecida como poetisa, dramaturga e conferencista, morreu em Lisboa no dia 22 de Março de 1945. Nascera na mesma cidade em 8 de Julho de 1880. Era filha da poetisa inglesa Ann Charlotte Syder e do político e escritor português Tomás Ribeiro. Apenas com 18 anos, casou com Jorge Rey Colaço, pintor e ceramista de renome, tendo assinado todas as suas obras como Branca de Gonta Colaço.
Nascida numa das famílias mais ligadas à actividade intelectual da época, conviveu na sua juventude com nomes de relevo das letras e das artes portuguesas.
Revelando desde bastante cedo o seu talento para as letras, iniciou-se como poetisa e como colaboradora de publicações literárias, contribuindo activamente para um grande número de jornais e revistas. Deixou colaboração dispersa por múltiplos periódicos, com destaque para os jornais “O Dia” e “O Talassa”, uma publicação humorístico que foi dirigida pelo marido. Também se encontra colaboração de sua autoria nas revistas “Serões”, “Illustração portugueza” e “Ilustração”.
Por sua iniciativa, a Academia das Ciências de Lisboa promoveu, em 1918, uma homenagem a Maria Amália Vaz de Carvalho. Nessa ocasião, distinguiu-se também como conferencista e declamadora.
Escrevia fluentemente em inglês, sendo-lhe devidas traduções de grande mérito.
A sua obra multifacetada abrange géneros tão diversos como a poesia, o drama e as memórias, tende feito um valioso retrato das elites sociais e intelectuais portuguesas do seu tempo, com as quais conviveu e de que fez parte. Era reconhecida não só em Portugal mas também no Brasil, em França e em Espanha. Foi distinguida por várias sociedades científicas e literárias portuguesas e estrangeiras. O Estado português agraciou-a com a Ordem de Santiago da Espada. Em Lisboa e na localidade de Parada de Gonta, existem ruas com o seu nome.
Deixou um importante legado literário, em boa parte disperso pela imprensa, sendo autora de cerca de vinte obras, uma delas publicada a título póstumo no ano da sua morte (“Abençoada a Hora em que Nasci”).  

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