domingo, 29 de março de 2015

29 DE MARÇO - PIERRE MOINOT

EFEMÉRIDEPierre Moinot, alto funcionário, escritor e académico francês, nasceu em Fressines, Poitou, em 29 de Março de 1920. Morreu em Paris no dia 6 de Março de 2007. Recebeu o Prémio Femina em 1979, com o romance “Le Guetteur d'ombres”, e foi eleito membro da Académie française em 1982.
Nascido e criado em Poitou, esta região viria a ser tema de inspiração para muitas das suas obras. Fez os estudos secundários em Niort, Ajaccio e Périgueux.
Foi mobilizado para a Segunda Guerra Mundial e chegou a ser feito prisioneiro, tendo conseguido evadir-se. Participou na Resistência, em Grenoble, e partiu para Marrocos a fim de participar na campanha de Itália e no desembarque na Provença em 1944. Recebeu a Grande Cruz da Legião de Honra a título militar.
Detentor de um diploma de estudos superiores obtido em Grenoble em 1942, ingressou no Tribunal de Contas, como auditor, em 1946.
Em 1959, foi conselheiro do gabinete do ministro da Cultura André Malraux, dedicando-se mais particularmente ao teatro e ao cinema. Pediu a demissão em 1962, em virtude dos diminutos créditos concedidos à política cultural. Voltou em 1966, a pedido de Malraux, para ser director das Artes e das Letras. Representou igualmente o Estado em diversas instâncias francesas e internacionais.
Em 1969, participou na Comissão de reforma do estatuto da ORTF, da qual seria administrador até 1972. Como presidente da Comissão de orientação e de reflexão sobre o audiovisual (1981), ficou a dever-se a ele a ideia de criar a Alta Autoridade da comunicação audiovisual.
Foi também membro do Comité executivo da Amnesty International em França (até 1977), do Conselho da ordem da Legião de Honra (1989) e presidente do Conselho da Ordem das Artes e das Letras (até 1995).
Tornou-se procurador-geral junto do Tribunal de Contas em 1983, tendo-se reformado em 1986.
Paralelamente ao seu brilhante percurso de homem público, foi autor de uma obra literária exigente, marcada por um estilo clássico rigoroso.
Em 1947, publicou a novela “La nuit et le Moment” na revista “Les Temps modernes”. Enviou-a ao também escritor Albert Camus, que o apoiou junto dos editores parisienses Desde logo, publicou algumas novelas na prestigiosa editora Gallimard e, em 1952, deu à estampa o seu primeiro romance, “Armes et bagages”. Dois anos depois, obteve o Grande Prémio do Romance da Académie française com “La Chasse­royale”.
Seguiram-se outros romances, alguns deles premiados. Escreveu igualmente para Teatro (“Héliogabale”, 1971) e Televisão (“Mazarin”, 1978; “Jeanne d'Arc”, 1988; e “Laïque”, 1998).
Como repórter, fez a descida do Níger em 1956, que o inspirou para “La descente du fleuve”, livro publicado em 1991. 

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