quarta-feira, 13 de maio de 2015

13 DE MAIO - CHET BAKER

EFEMÉRIDEChet Baker, de seu verdadeiro nome Chesney Henry Baker, Jr., trompetista e cantor de jazz norte-americano, morreu em Amesterdão no dia 13 de Maio de 1988. Nascera em Yale, Oklahoma, em 23 de Dezembro de 1929.
Viveu até aos dez anos numa quinta em Oklahoma. A família fixou-se em Los Angeles no final dos anos 1930. Começou então a estudar teoria musical, influenciado certamente pelo pai, que era guitarrista, e de quem herdou a paixão pela música. Amante do jazz, passou a integrar grupos de renome na música americana dessa época.
Em 1946, alistou-se numa Army Band estacionada em Berlim. Regressando à vida civil em 1948, estudou harmonia e teoria musical. Voltou a alistar-se em 1950, após uma decepção amorosa. No ano seguinte, foi transferido para um batalhão disciplinar, desertou e foi dispensado por falta de adaptação à vida militar.
Os seus primeiros trabalhos foram com a Vido Musso's Band e com Stan Getz, mas o verdadeiro sucesso só chegou depois do convite de Charlie Parker, para actuar numa série de apresentações na Costa Oeste dos Estados Unidos. Em 1952, entrou para a banda de Gerry Mulligan, alcançando grande notoriedade com a primeira versão de My Funny Valentine. Entretanto, devido aos problemas de Gerry com as drogas, o quarteto acabou por se desfazer, não tendo chegado a durar um ano. O talento de Chet estava porém confirmado e ele tornou-se famoso na América e na Europa.
Os especialistas dividem a sua vasta obra em duas etapas: a fase cool, do início da sua carreira, mais ligada ao virtuosismo, e a outra, a partir de 1957, quando a sensibilidade na interpretação se tornou ainda mais evidente.
Avesso às partituras, Chet não deixou, entretanto, de integrar as big bands americanas. Era dotado de uma extrema criatividade, inaugurando um modo de cantar em que a voz era quase sussurrada.
Para tocar as músicas, Chet pedia apenas o tom. Económico nas notas (ao contrário de outros trompetistas, como Dizzy Gillespie), improvisava com sentimento. Certo dia, deram-lhe propositadamente o tom errado de uma música e, mesmo assim, Chet Baker conseguiu encontrar um caminho harmónico. No começo dos anos 1960, Chet realizou diversas experiências com o flugelhorn, um instrumento de timbre macio e aveludado.
A sua gloriosa trajectória na música não lhe rendeu, no entanto, uma vida segura e afastada de problemas. Por causa do seu envolvimento com drogas, especialmente com a heroína, Chet foi muitas vezes preso. Chegou também a ser espancado, por não ter pago uma dívida contraída com a compra de drogas (1966). Partiram-lhe o queixo e vários dentes, o que o levou a fazer uma longa travessia do deserto, só voltando a actuar em 1973.
Apresentou-se várias vezes no estrangeiro, nomeadamente em França, na Alemanha, Itália e Holanda, no Japão e Brasil (década de 1980).
Morreu aos 58 anos de idade, de forma trágica e misteriosa, caindo de uma janela do quarto do hotel em Amesterdão, onde se encontrava hospedado. Acidente ou suicídio? Nunca se soube. Chet tinha actuado naquela noite e consumido muitas drogas. 

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