sábado, 14 de janeiro de 2012




EFEMÉRIDEAlbert Schweitzer, teólogo protestante, organista, filósofo e médico francês, de origem alemã, nasceu em Kaysersberg (Alsácia) no dia 14 de Janeiro de 1875. Morreu em Lambaréné, no Gabão, em 4 de Setembro de 1965.


Com a idade de seis meses, por razões de saúde, foi viver em Gunsbach, onde o pai encontrou um lugar de professor e de pastor luterano. Iniciado muito cedo na música, começou a tocar órgão aos nove anos.


De 1885 a 1893, fez os estudos secundários em Mulhouse, obtendo o bacharelato. Formou-se depois em Teologia Luterana e em Filosofia na Universidade de Estrasburgo, onde mais tarde seria professor.


Durante três anos, estudou Teologia e Filosofia em Paris e Berlim, doutorando-se em Filosofia (1899) e Teologia (1900) na Universidade de Estrasburgo.


Aos trinta anos, gozava já de uma posição invejável: trabalhava numa das mais notáveis universidades europeias, tinha uma grande reputação como organista e salientava-se como pastor luterano. Isto não era porém suficiente para uma alma como a dele, sempre pronta a servir. Dirigiu a sua atenção para os africanos das colónias francesas que, numa total orfandade de cuidados e assistência médica, se debatiam na dura vida de África.


Em 1905, iniciou o curso de Medicina e, em 1912, já formado, casou-se e decidiu partir para Lambaréné, no Gabão, onde necessitavam de médicos. Ao deparar-se com a falta de recursos iniciais, improvisou um consultório num antigo galinheiro e atendia os pacientes enfrentando diversos obstáculos, como o clima hostil, a falta de higiene, um dialecto que não entendia, a carência de remédios e instrumentos insuficientes. Tratava mais de 40 doentes por dia e, paralelamente ao serviço médico, ensinava o Evangelho com uma linguagem apropriada, dando exemplos tirados da natureza sobre a necessidade de agirem em beneficio do próximo.


Com o início da Primeira Grande Guerra Mundial, os Schweitzer, como cidadãos alemães, foram colocados sob vigilância, passando praticamente todo o período da guerra confinados em campos de concentração.


Após o fim do conflito, voltaram à Alsácia e naturalizaram-se franceses. Schweitzer retomou os seus trabalhos e, ante a visão de um mundo desmoronado, declarou: «Começaremos tudo de novo. Devemos dirigir o nosso olhar para a humanidade». Realizou uma série de conferências, com o intuito de recolher fundos para reconstruir a sua obra em África. Tornou-se muito conhecido em todos os círculos intelectuais do continente, mas a fama não o afastou dos seus projectos e sonhos. Era amigo pessoal da rainha Isabel da Bélgica e de Albert Einstein.


Após cerca de sete anos de permanência na Europa, partiu de novo para Lambaréné. Desta vez, acompanhado por médicos e enfermeiras que estavam dispostos a ajudá-lo. Foi construído um hospital numa área mais propícia. Pôde dedicar algumas horas do dia a escrever livros, cuja venda contribuía para manter os pavilhões hospitalares.


Espantou o mundo com o exemplo da sua vida. Em 1952, recebeu o Prémio Nobel da Paz, «como humilde homenagem a um Grande Homem».


Em 1954, inaugurou a “Cidade Luz”, onde podiam ser acolhidos duzentos leprosos e respectivas famílias. Voltava frequentemente à Europa para fazer conferências e recitais de órgão, com o fim de granjear o dinheiro necessário para a manutenção da sua obra. Junto do hospital, fundou também um refúgio para animais.


Escreveu três dezenas de livros, entre os quais um estudo teológico, “O reino de Deus e o cristianismo”, e a sua autobiografia.


A filosofia de Albert Schweitzer articulava-se por um grande princípio: o respeito pela vida. Este princípio aproximava-o dos grandes pensadores Indianos e também Budistas, sobre os quais escreveu um ensaio.

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