domingo, 8 de janeiro de 2012




EFEMÉRIDEShirley Bassey, cantora galesa, nasceu em Cardiff no dia 8 de Janeiro de 1937. Os seus trabalhos mais conhecidos são os temas que cantou para os filmes de James Bond “Goldfinger” (1964), “Diamonds Are Forever” (1971) e “Moonraker” (1979). É a única cantora, aliás, a ter gravado mais de uma canção para os genéricos das películas do “007”.


Casou-se e divorciou-se duas vezes, teve duas filhas e adoptou um menino. Vive actualmente no Mónaco, realizando – ainda regularmente – tournées pela Europa e pelos Estados Unidos.


Foi nos anos 1950 que começou uma carreira que dura até aos nossos dias, sendo a recordista de longevidade feminina nos Tops da canção, juntamente com Barbara Streisand. Vendeu até agora 135 milhões de álbuns.


Depois de ter deixado a escola aos 15 anos, trabalhou numa fábrica de embalagens, cantando em cafés e clubes, à noite e nos fins-de-semana.


Foi em 1953 que assinou o seu primeiro contrato profissional de cantora para a revista itinerante “Memories of Al Jolson” e, no ano seguinte, actuou em “ Hot from Harlem”. Depois de ter engravidado da primeira filha, sentiu-se decepcionada pelo mundo do espectáculo e decidiu dedicar-se à vida doméstica. Foi descoberta então por um agente do show-business, que decidiu fazer dela uma estrela. Cantou em várias salas de espectáculo, antes de participar numa emissão de televisão que lhe abriu as portas da celebridade. Um agente da Philips, impressionado com a sua actuação, propôs-lhe a gravação do primeiro disco. Foi assim que, em 1956, com 19 anos, gravou o singleBurn My Candle (At Both Ends)”. Foi no entanto em 1957 que, com o disco “Banana Boat Song”, teve o seu primeiro grande êxito. Seguiram-se repetidos sucessos nas décadas 1960 e 1970. Logo em 1960, foi convidada para o célebre programa televisivo “The Ed Sullivan Show”. Foi convidada também para uma gala do presidente Kennedy em Washington.


Em 1964, “Goldfinger” transformou Shirley numa estrela internacional, sendo convidada para numerosos talk-shows na televisão americana.


A partir dos anos 1970, começou o período mais prolífico da sua carreira e voltou ao Reino Unido, actuando no cabaret “The Talk of the Town” e gravando o álbum “Something”. O seu sucesso internacional engendrou uma série de álbuns, todos com muito êxito. Entre 1970 e 1979 gravou nada menos de 18 discos na Grã-Bretanha. Em 1973, um seu concerto esgotou o Carnegie Hall em Nova Iorque, performance que foi gravada no álbum “Shirley Bassey: Live at Carnegie Hall”.


Em 1976 gravou seis episódios do seu show, que foi difundido pela BBC. Uma segunda série, também de 6 episódios, foi realizada em 1979. Estas séries de emissões caracterizaram-se também pela categoria dos seus convidados (Neil Diamond, Michel Legrand, Charles Aznavour, etc.).


Durante os anos 1980 orientou a sua carreira para concertos de beneficência e fez tournées por toda a Europa, Austrália e Estados Unidos. Depois de ter terminado o seu contrato com a “EMI-United Artists”, decidiu enveredar pelo que ela chamou uma “semi-reforma”. No entanto, continuou a ser a artista que mais discos vendia no Reino Unido, só sendo destronada por Madonna no princípio dos anos 1990.


Em 1998, tornou-se a segunda artista (depois de Frank Sinatra) a actuar junto da Esfinge e das Pirâmides do Egipto, a convite do primeiro-ministro egípcio.


Em 2001, foi a artista principal da cerimónia comemorativa do 80º aniversário do duque de Edimburgo. Em Maio de 2008 foi transportada para o hospital do Mónaco devido a dores abdominais, o que a levou a ser operada e a estar ausente de um concerto especial para festejar o 90º aniversário de Nelson Mandela.


Em 2009, gravou o álbum “The Performance ” e apareceu como vedeta em “BBC Electric Proms”, seu único espectáculo do ano.


Em razão da sua longevidade no mundo da canção, tornou-se numa personagem reconhecida, honrada e imitada. No cinema há um número impressionante de alusões e imitações, de que se salienta: Monty Python, Mr Bean, “Shreck 2”, etc.. Daniel Craig, actual James Bond, é seu fã e gostaria de a ouvir interpretar um novo genérico do “007”.

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