quinta-feira, 21 de junho de 2012

EFEMÉRIDEAntónio Teixeira Lopes, escultor português, morreu em São Mamede de Ribatua, Alijó, em 21 de Junho de 1942. Nascera em Vila Nova de Gaia no dia 27 de Outubro de 1866.
Era filho do ceramista e escultor José Joaquim Teixeira Lopes e irmão do arquitecto José Teixeira Lopes, que foi seu colaborador em muitos trabalhos.
Os primeiros anos de vida decorreram na oficina do pai, o que fez dele um potencial artista. Em 1882, ingressou na Academia Portuense de Belas Artes, tendo como professor o mestre Soares dos Reis.
Depois de terminar o curso em 1884, foi para Paris com a finalidade de ampliar os seus conhecimentos. Ingressou na École des Beaux-Arts, obtendo vários prémios e menções honrosas. Nos anos seguintes, continuou a apresentar os seus trabalhos em exposições, tanto em Portugal como em França.
Em 1893, casou com Adelaide Fontes, casamento que durou apenas um dia, após o qual devolveu a esposa à família. Mais tarde, a partir de 1903, desenvolveu uma relação mais feliz com Aurora, a sua principal modelo.
O sucesso alcançado pelas suas obras permitiu-lhe contactar e conviver com a nobreza, nomeadamente com o rei D. Carlos e o seu irmão D. Afonso, e com a duquesa de Palmela, camareira de D. Amélia, que lhe encomendou uma escultura da Rainha Santa, destinada a Santa Clara-a-Nova de Coimbra.
Em 1895, com projecto do irmão, construiu o seu próprio atelier em Vila Nova de Gaia, onde é hoje a Casa-Museu Teixeira Lopes e onde está preservada uma parte significativa das suas obras.
Expôs em 1900 na Exposição Universal de Paris, tendo obtido um Grande Prémio e sendo distinguido com o grau de Cavaleiro da Legião de Honra.
António Teixeira Lopes é o autor das três imponentes portas de bronze da Igreja de Nossa Senhora da Candelária, na cidade do Rio de Janeiro, ali colocadas em 1901.
Foi professor da Escola de Belas Artes do Porto, onde regeu durante muitos anos a cadeira de escultura.
Retratou vários temas religiosos e históricos em barro, mármore e bronze. De entre a sua vasta obra, destacam-se “A Infância de Caim”, “A Viúva”, “A História”, “Baco” (Praça da República, no Porto) e “A Estátua de Eça de Queiroz” (Largo Barão de Quintela, em Lisboa).

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