segunda-feira, 11 de novembro de 2013

11 DE NOVEMBRO - ANDRÉ BAZIN



EFEMÉRIDEAndré Bazin, notável e influente crítico e teórico do cinema francês, morreu em Nogent-sur-Marne no dia 11 de Novembro de 1958, vítima de leucemia. Nascera em Angers, em 18 de Abril de 1918. Adorava conviver com animais domésticos, sobretudo gatos. Foi o mentor da Nouvelle Vague francesa, sendo amigo pessoal de cineastas como Éric Rohmer e François Truffaut, de quem foi quase um pai adoptivo.
Tendo vocação para o ensino, ingressou em 1938 na École normale de Saint-Cloud. Em 1941, chumbou na oral de Professorado. Aproximou-se então de Pierre-Aimé Touchard, que acabava de fundar a “Maison des lettres” em Paris, e criou um cineclube.
Após a Segunda Guerra Mundial, ele foi uma força motriz no estudo e na crítica do cinema. A Libertação foi um período intenso, durante o qual se quis levar o povo à cultura e a cultura ao povo. Consciente disto, consagrou-se à educação popular, participando na fundação de cineclubes, na organização de estágios e em conferências. Ele pensava que, ao apresentar e explicar obras de qualidade ao público popular, este se tornaria mais exigente e menos aliciado por obras puramente comerciais. Para Bazin, a cultura era um modo de emancipação dos povos. Foi igualmente com aquela finalidade que redigiu obras sobre Orson Welles, Charlie Chaplin e Jean Renoir, entre outros.  
Não tendo seguido a carreira de professor, ele acabou por se dedicar de certo modo ao ensino. Fazia palestras, regularmente, para os estudantes do Instituto de Altos Estudos Cinematográficos de Paris.
Como trabalho de reflexão, escreveu para “L'écran français”, “Le Parisien libéré” e “Esprit”, redigindo também algumas monografias. Participou na criação da revista “Radio-Cinéma-Télévision”, que se chamaria mais tarde “Télérama”. Foi por esta época que contratou, para o secundar, um jovem apaixonado pelo cinema, François Truffaut, de quem se tornaria pai espiritual e protector. Fez parte do grupo que organizou o Festival do Filme Maldito em Biarritz (1949) e foi um dos fundadores dos Cahiers du Cinéma em 1951.
Exerceu grande influência sobre os realizadores da “Nova Vaga”, François Truffaut, Éric Rohmer, Jean-Luc Godard, Claude Chabrol e Jacques Rivette. Truffaut dedicou “Os Quatrocentos Golpes” a André Bazin, que faleceu um dia depois do começo das gravações da película, que se estreou em 1959.
Desaparecendo aos 40 anos de idade, não chegou a ver emergir a nova geração de cineastas, que ele marcou profundamente com a sua inteligência e dedicação. Ao contrário da maioria dos críticos, Bazin tinha por lema criticar e escrever quase exclusivamente sobre os filmes de que gostava, dissecando-os detalhadamente. Ser objecto de uma crítica sua era um reconhecimento de qualidade. Uma colectânea de quatro volumes com textos seus foi publicada postumamente, entre 1958 e 1962, sob o título de “O que é o cinema?”.

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