sábado, 2 de novembro de 2013

2 DE NOVEMBRO - GUILHERME DE PÁDUA



EFEMÉRIDEGuilherme de Pádua Thomaz, ex-actor brasileiro, conhecido por ter assassinado Daniella Perez, actriz com quem trabalhava na telenovela “De Corpo e Alma”, nasceu em Belo Horizonte no dia 2 de Novembro de 1969.
Guilherme saiu de Belo Horizonte para o Rio de Janeiro, com o intuito de tentar a carreira artística. Participou, em 1990, na telenovela “Mico Preto” da Rede Globo e, em 1992, actuou na novela “De Corpo e Alma” no mesmo canal.  
Em 28 de Dezembro de 1992, envolveu-se no assassinato da actriz Daniella Perez, juntamente com a sua esposa Paula Nogueira Thomaz, então com 19 anos e grávida. Juntos, emboscaram Daniella, mataram-na e abandonaram o corpo num matagal da Barra da Tijuca. O crime teria sido motivado por vingança, por ele ter deixado de aparecer em dois capítulos da telenovela… Ou teria sido um crime passional rodeado de vários equívocos?
O corpo de Daniella foi encontrado em Jacarepaguá, três dias antes do réveillon de 1992, com 16 perfurações no pescoço, tórax e pulmões, consumadas com golpes de tesoura.
Em 1995, na cadeia, Pádua escreveu o livro “A História que o Brasil desconhece”, pretendendo lançá-lo durante a Bienal do Livro do Rio de Janeiro, mas uma liminar conseguida por Glória Perez, mãe da actriz, suspendeu o lançamento. Meses antes do julgamento, Pádua lançou o livro, mas Glória Perez conseguiu impedir judicialmente a circulação da obra, tendo sido oficiado à Secretaria de Segurança Pública de Minas Gerais que fosse feita a apreensão de todos os exemplares. A decisão judicial baseava-se no facto do livro denegria a imagem e a honra de Daniella Perez.
Em 1997, Guilherme e Paula foram condenados a 19 anos e 6 meses de cadeia, por homicídio duplamente qualificado, «com motivo torpe». Ele é mencionado num capítulo do livro da psiquiatra Ana Beatriz Barbosa, “Mentes Perigosas – o psicopata mora ao lado”.
Pádua foi libertado, depois de cumprir um terço da pena. Rompeu com Paula Thomaz e passou a trabalhar na Igreja Batista da Lagoinha, bairro de classe média baixa de Belo Horizonte. Ocupava-se da informatização do templo. Em 2006, casou-se com a produtora de moda Paula Maia, frequentadora da mesma igreja e catorze anos mais nova.
Em Abril de 2010, Pádua foi entrevistado no “Programa do Ratinho”. Entretanto, através do twitter, Glória Perez fizera saber que Guilherme de Pádua já não era réu, portanto não estava mais protegido pelo direito de mentir que a lei brasileira concede aos réus. Qualquer declaração mentirosa resultaria num processo. Pádua recusou-se então a responder a perguntas sobre o caso, dizendo que não queria ser processado. Em 2012, Guilherme tornou-se gerente da empresa Itaipu Vidros.
Numa entrevista concedida à “Folha de São Paulo”, mais recentemente, afirmou: «Sinto-me ainda preso. Fui super-exposto pela imprensa. A verdade é que fiz disparates mas sou inofensivo e, por isso, as pessoas não têm medo de me agredir na rua. Já chegaram a cuspir-me na cara, num shopping. Se eu fosse um bandido de verdade, acham que me fariam aquilo?».

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