quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

25 DE FEVEREIRO - CARLO GOLDONI

EFEMÉRIDECarlo Osvaldo Goldoni, dramaturgo italiano, nasceu em Veneza no dia 25 de Fevereiro de 1707. Morreu em Paris, em 6 de Fevereiro de 1793. É considerado um dos maiores autores europeus de teatro e um dos escritores italianos mais conhecidos fora de Itália. Provavelmente, as suas obras, juntamente com as de Pirandello, constituem o principal veículo de difusão da arte dramatúrgica italiana através do mundo.
Nasceu numa família burguesa, que acabou por passar dificuldades financeiras devido aos gastos de seu avô paterno. O pai, dedicou-se à medicina, estabelecendo-se em Perugia, onde Carlo Goldoni iniciou os seus estudos e leu a primeira ópera cómica, sentindo-se desde logo atraído pelo teatro (mesmo de marionetas).
Mudou-se para Rimini, para estudar Filosofia, mas acabou por abandonar o estudo, para seguir até Chioggia com uma companhia de comediantes ambulantes. Voltou a Veneza, de onde os pais – em 1723 – o mandaram para Pavia, a fim de ingressar no austero Colégio Ghislieri, para fazer o curso de Jurisprudência.
Descobriu por essa época as comédias gregas e latinas e começou a escrever. Teve porém de deixar a cidade, depois da encenação de um seu poema satírico que falava das raparigas daquele lugar. A obra suscitou a ira de algumas famílias de Pavia e Goldoni foi expulso do colégio, deixando a cidade em 1725.
Prosseguiu os estudos em Udina e Modena, encetando seguidamente a carreira de advogado em Chioggia e Feltre, antes de voltar à sua cidade natal, onde continuou a exercer a profissão.
Abandonou depois – parcialmente – a advocacia, para se poder dedicar mais ao teatro, nas suas variadas facetas.
Após o falecimento do pai e para escapar a um casamento que não desejava, partiu para Milão e depois para Verona, onde o director do Teatro Giuseppe Imer o encorajou a escrever, utilizando a sua veia cómica. Apresentou-lhe Nicoletta Conio, com quem se viria a casar antes de voltar a Veneza em 1743. A partir daí, a sua vida passou a ser dedicada exclusivamente a actividades teatrais.
Escreveu várias tragédias, mas rapidamente compreendeu que o seu futuro estava efectivamente nas comédias. Produziu a sua primeira grande obra em 1738 (“L'uomo di mondo”).
Nunca mais parou de escrever, percorrendo a Itália. Fixou-se de novo em Veneza, onde colaborou em duas óperas com Antonio Vivaldi. Foi nomeado director do Teatro Sant'Angelo e fundou a comédia italiana moderna.
Exilou-se em França em 1762, devido a diferenças estéticas com os seus confrades italianos mais tradicionais, o que o levava a intermináveis querelas. Adoptado pela corte, ensinou italiano às princesas e foi nomeado director do Teatro Italiano de Paris. Passou a escrever a maioria das suas peças em língua francesa.
Quando das festividades do casamento de Luís XVI e de Maria Antonieta, decidiu escrever “Le Bourru bienfaisant”, peça representada em 1771 na Comédie Française. O rei concedeu-lhe uma pensão.
De 1784 a 1787, redigiu as suas “Memórias”. No total, escreveu mais de 200 peças de diversos géneros: tragédias, dramas, intermezzos, comédias e libretos de ópera. Foram porém as comédias, escritas depois de 1744, que lhe asseguraram a celebridade. 
Um teatro de Veneza tem o seu nome, o mesmo acontecendo com uma praça em Paris, perto da casa onde faleceu. 

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