sábado, 7 de fevereiro de 2015

7 DE FEVEREIRO - JORGE BRUM DO CANTO

EFEMÉRIDEJorge Brum do Canto, cineasta português, morreu em Lisboa no dia 7 de Fevereiro de 1994. Nascera, também em Lisboa, em 10 de Fevereiro de 1910. Tinha por origem uma família com raízes açorianas e madeirenses. Fez o curso de liceu em Lisboa e ingressou na Faculdade de Direito, curso que não concluiu.
Ainda adolescente, começou a publicar textos sobre cinema. Em 1927, era já crítico de cinema do jornal “O Século” onde, a partir do ano seguinte, passou a assinar uma página semanal, “O Século Cinematográfico”, que duraria até 1929. Foi, entretanto, redactor e/ou colaborador de várias revistas de cinema que então floresceram em Portugal (“Cinéfilo”, “Kino”, “Imagem”, etc.).
Fascinado pelo vanguardismo francês, aos 18 anos de idade, realizou o filme “A Dança dos Paroxismos”, cuja rodagem começou nos últimos dias de 1929. O filme, produzido pela firma Mello, Castello Branco, Lda., só teve uma exibição pública em Novembro de 1930, voltando a ser projectado apenas em Outubro de 1984, na Cinemateca Portuguesa, que possui o negativo e as únicas cópias existentes.
Dois anos depois, tentou um novo filme, que ele próprio produziu (“Paisagem”), mas que nunca completara por razões financeiras. Até 1935, filmou alguns documentários, só se tornando verdadeiramente profissional quando escreveu os guiões de “As Pupilas do Senhor Reitor” para Leitão de Barros e de “O Trevo de Quatro Folhas” para Chianca de Garcia, filme em que foi assistente geral (1936).
Em 1936/37, no meio de várias vicissitudes de produção, realizou a sua primeira longa-metragem, “A Canção da Terra”, filme que foi recebido como um grande acontecimento do cinema português. A carreira de Brum do Canto estava finalmente lançada e, até aos primeiros anos da década de 1950, rodou mais seis longas-metragens. De 1953 a 1959, interrompeu os seus trabalhos no cinema e deixou Lisboa, fixando-se na ilha de Porto Santo, onde possuía grandes propriedades, dedicando-se à administração agrícola e à pesca desportiva, uma das suas paixões.
Voltaria ao cinema na década seguinte, com três filmes. Em 1973, o grande público descobriu-o igualmente como actor, em peças teatrais na Rádio Televisão Portuguesa, onde fez, com enorme sucesso, “O Grande Negócio” de Paddy Chayefsky e “12 Homens em Conflito” de Reginald Rose (ambas realizados por Artur Ramos). Ainda como actor, voltou à RTP em 1975 na série “Angústia para o Jantar” de Jaime Silva.
As suas paixões pela pesca e pela culinária deixaram também alguns registos públicos, nomeadamente como director gráfico e responsável pela secção de pesca da revista “Diana” e como co-autor (a partir da 23ª edição) de “O Livro de Pantagruel”.
Acerca da sua vida, foi feita – em 1982 – a média-metragem “Jorge Brum do Canto” (RTP, série “Quem é Quem” realizada por João Roque). A Cinemateca Portuguesa, em 1984, editou um catálogo da sua obra, com organização literária de José Matos-Cruz.

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