quinta-feira, 30 de junho de 2011



EFEMÉRIDEFrancisco da Costa Gomes, militar e político português, nasceu em Chaves no dia 30 de Junho de 1914. Morreu no Hospital Militar de Lisboa, em 31 de Julho de 2001. Foi o 2º Presidente da República Portuguesa, após a Revolução dos Cravos.
Proveniente de uma família numerosa, a sua infância foi marcada pela morte do pai, nas vésperas de completar oito anos.
Estudou no Colégio Militar, em Lisboa, e na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, onde se licenciou em Ciências Matemáticas (1944).
Tendo-se alistado no Exército em 1931, serviu em várias unidades militares e progrediu rapidamente na carreira.
Realizou comissões de serviço nas ex colónias portuguesas, tendo chefiado a expedição militar a Macau, em 1949, exercendo funções como subchefe e chefe do Estado-Maior naquela região.
Prestou serviço no quartel-general do Supremo Comando Aliado do Atlântico, entre 1945 e 1946, monitorizou a formação das forças portuguesas a integrar na NATO, em 1952, e participou nas delegações de Portugal às reuniões daquela organização, entre 1956 e 1958.
Nomeado Subsecretário de Estado do Exército, em 1958, envolveu-se na tentativa de golpe militar do general Botelho Moniz em 1961. Em 1962 foi exonerado do governo e colocado na chefia do Distrito de Recrutamento e Mobilização de Beja. Terminou o Curso de Altos Comandos em 1964.
Foi depois inspector na Direcção da Arma de Cavalaria, cargo que acumulou com o de professor no Instituto de Altos Estudos Militares.
Já brigadeiro, foi nomeado segundo comandante e depois comandante da Região Militar de Moçambique, função que exerceu de 1965 a 1969.
Em 1970 tornou-se comandante da Região Militar de Angola, onde procedeu à remodelação do comando-chefe.
Em 1972 foi nomeado chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas. Em Março de 1974, pouco antes do 25 de Abril, foi exonerado do cargo, depois de se recusar a comparecer numa cerimónia pública de lealdade ao governo de Marcello Caetano, promovida por altas patentes militares (um grupo que ficaria conhecido como a “brigada do reumático”).
Após o “25 de Abril”, foi um dos sete militares que compuseram a Junta de Salvação Nacional. Entre 25 de Abril e 30 de Setembro de 1974, chefiou de novo o Estado-Maior General das Forças Armadas.
Por nomeação da Junta de Salvação Nacional, tornou-se Presidente da República, após a renúncia de António de Spínola, em Setembro de 1974.
Ocupou o cargo de Presidente da República até Junho de 1976, altura em que as primeiras eleições presidenciais livres ditaram a escolha de Ramalho Eanes. O seu mandato ficou marcado por um período de radicalização do processo revolucionário. Apesar da ambiguidade que muitos viram nas suas posições, é-lhe reconhecido o mérito de ter evitado a guerra civil. Em 1982 foi elevado à patente de marechal.

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