sábado, 4 de junho de 2011

EFEMÉRIDE Jorge Manuel de Abreu Palma, compositor e cantor português, nasceu em Lisboa no dia 4 de Junho de 1950.
Aos seis anos, ao mesmo tempo que aprendia a ler e a escrever, iniciou os estudos de piano. Teve lugar no Conservatório Nacional a sua primeira audição. Aos treze, recebeu o seu primeiro prémio, o 2º lugar, no Concurso Internacional de Piano integrado no Festival das Juventudes Musicais, em Palma de Maiorca.
Estudou no Liceu Camões e num colégio interno em Mouriscas, perto de Abrantes. Durante a adolescência, a par da formação clássica, começou a interessar-se pelo rock and roll e, de um modo geral, pela música popular americana e inglesa. Foi por essa altura que descobriu a guitarra. Bob Dylan, Led Zeppelin e Lou Reed foram algumas das suas influências.
Em 1967, no Algarve, integrou o grupo “Black Boys”, tocando órgão. Esta primeira experiência profissional durou cerca de seis meses e foi interrompida por uma aparição “oportuna” do seu pai, num dos bares em que o grupo tocava, num momento em que a experiência já se estava a esgotar, culminando no regresso a Lisboa e no recomeço dos estudos secundários.
De 1969 a 1971, enquanto estudava Engenharia na Faculdade de Ciências de Lisboa, integrou o grupo pop-rockSindicato”, como teclista e cantor.
A sua estreia a solo aconteceu com o single “The Nine Billion Names of God” (1972). Nesta época começou a colaborar com Ary dos Santos, que o ajudou a aperfeiçoar a escrita poética e com quem estabeleceu uma relação aluno-mestre. Deste contacto resultou o EP “A Última Canção” (1973), com quatro composições de Jorge Palma, duas delas com letras de Ary dos Santos.
Ainda em 1972, realizou uma viagem transcontinental passando pelos Estados Unidos, Canadá e Caraíbas. Nesse mesmo ano abandonou os estudos de Engenharia.
Em Setembro de 1973, recusou cumprir o serviço militar obrigatório em virtude da Guerra do Ultramar, que considerava injusta. Partiu para a Dinamarca, onde lhe foi concedido asilo político. Trabalhou como empregado num hotel. Em simultâneo, compunha e escrevia letras, participando por vezes em programas de rádio onde apresentava composições suas e de outros intérpretes da música popular portuguesa.
Regressou a Portugal após o 25 de Abril de 1974, iniciando a carreira de orquestrador na indústria discográfica, entre 1974 e 1977. Fez arranjos para Pedro Barroso, Paco Bandeira, Rui de Mascarenhas, Tonicha e Adelaide Ferreira. Participou como instrumentista em gravações de José Barata Moura e José Jorge Letria.
Em 1975, gravou o seu primeiro LP, “Com uma Viagem na Palma da Mão”, para a editora Valentim de Carvalho, com canções compostas durante o exílio em Copenhaga.
Depois da gravação do seu segundo trabalho discográfico, “Té Já” (1977), e de uma digressão ao Brasil como músico de Paco Bandeira, partiu em viagem, cantando e tocando guitarra nas ruas de várias cidades espanholas (1977) e francesas (1978-1981), nomeadamente Paris, interpretando repertório de compositores de música popular americana, como Bob Dylan, Crosby, Leonard Cohen, Neil Young e Simon & Garfunkel.
Em 1979 viveu alguns meses em Portugal, gravando “Qualquer Coisa Pá Música”, o seu terceiro álbum de originais, com membros do grupo acústico “O Bando”, seguindo-se uma série de actuações, a solo e com o referido grupo.
No início da década de 1980 regressou a Paris, voltando a Portugal em 1982 para gravar o álbum duplo “Acto Contínuo”, com gravação prevista ao vivo, mas que acabou por ser gravado em estúdio e num curto espaço de tempo.
Em 1984 realizou diversos concertos em Portugal, França e Itália. O ano seguinte foi marcado pelo lançamento do seu sexto álbum de originais e um dos mais aclamados da sua carreira, “O Lado Errado da Noite”, pelo qual recebeu um “Sete de Ouro” e o “Troféu Nova Gente”. Realizou seguidamente uma longa tournée em Portugal, fazendo a sua primeira grande apresentação em Lisboa no espaço da Aula Magna da Universidade de Lisboa.
Em 1986 concluiu o Curso Geral de Piano no Conservatório Nacional e gravou o seu sétimo álbum de originais, “Quarto Minguante”.
Os anos seguintes foram marcados pela frequência do antigo Curso Superior de Piano do Conservatório Nacional.
Em 1989 editou “Bairro do Amor”, considerado pelos jornais “Público” e “Diário de Notícias” como um dos melhores álbuns da música portuguesa do século XX.
Durante a década de 1990 suspendeu a gravação de composições originais para se dedicar à reinterpretação da sua obra, participando regularmente noutros agrupamentos, realizando gravações para intérpretes próximos de si, compondo música para teatro e fazendo inúmeros concertos pelo país, que se traduziram num aumento significativo da sua popularidade, sobretudo junto do público mais jovem.
O ano de 1994 ficou marcado por vários concertos, quer a solo, quer com o “Palma's Gang”, destacando-se os concertos do S. Luís, que viriam, mais tarde, a ser transmitidos pela televisão.
Em 1996 musicou poemas de Regina Guimarães, integrados na peça de Bertolt Brecht “Lux in Tenebris” e colaborou com Sérgio Godinho, João Peste, Rui Reininho e Al Berto no espectáculo “Filhos de Rimbaud”, apresentado no Coliseu dos Recreios de Lisboa. Foi também director musical do espectáculo teatral “Aos que Nasceram Depois de Nós”, baseado em textos de Brecht.
Os anos finais da década de 1990 foram marcados por vários concertos, destacando-se vários durante a Expo. Deslocou-se também Timor-leste na companhia de Fernando Tordo.
Em 2002 recebeu o Prémio José Afonso com o disco “Jorge Palma” e foi nomeado para os Globos de Ouro, promovidos pela SIC, nas categorias de melhor intérprete individual e de melhor música.
Em Novembro de 2008, em Las Vegas, contraiu o seu terceiro matrimónio, com Rita Tomé, sua namorada de longa data.
Lançou em 2010 o single “Tudo por um beijo”, banda sonora do filme “A Bela e o Paparazzo”.

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