sexta-feira, 24 de junho de 2011


SONHO APÓS A MORTE


(soneto)


Conheci-te ainda muito menina


Era eu também um “dez reis” de gente


Tínhamos muitos anos pela frente,


Anos que escorrem como areia fina



Através de uma ampulheta assassina.


É tal a rapidez, que não se sente,


Mas o espelho da vida nunca mente


E a idade muito nos ensina.


Agora que já encontrei o norte,


Acabando o pesadelo medonho


De um certo medo que eu tinha da morte,



Agora finalmente até suponho


Que vai ser bem feliz a minha sorte


Vendo-te cintilar em cada sonho!

Gabriel de Sousa

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