sexta-feira, 4 de novembro de 2011




EFEMÉRIDEYitzhak Rabin, militar e político israelita, morreu em Telavive no dia 4 de Novembro de 1995. Nascera em Jerusalém, em 1 de Março de 1922.


Foi o 5º primeiro-ministro de Israel (1974/1977), tendo ocupado de novo o cargo em 1992. Exerceu as funções até 1995, ano em que foi assassinado. Foi o primeiro chefe de governo a ter nascido no território que se tornaria Israel.


Judeu, filho de pai nascido nos Estados Unidos e de mãe nascida na Rússia, ambos imigrados para a então Palestina, sob mandato britânico, a família mudou-se para Telavive quando Yitzhak tinha um ano de idade.


Em 1941, já formado pela Escola de Agricultura, ingressou numa organização paramilitar judaica e, dentro desta, no seu corpo de elite. Durante a Guerra de Independência (1948/1949), comandou a brigada que conquistou a parte ocidental de Jerusalém. Com o cessar-fogo de 1949, foi membro da delegação israelita nas negociações de paz com o Egipto.


Entre 1964 e 1968 exerceu as funções de chefe do estado-maior do exército israelita, tendo sido um dos responsáveis pela vitória de Israel na guerra de 1967, que opôs o país aos seus vizinhos árabes.


Após se aposentar das Forças Armadas, tornou-se embaixador nos Estados Unidos entre os anos 1968 e 1973. Regressou depois a Israel, sendo eleito deputado pelo Partido Trabalhista.


Foi Ministro do Trabalho no governo de Golda Meir. Com a queda do governo de Meir em 1974, Rabin foi eleito primeiro-ministro, mas demitiu-se em 1977.


Entre 1985 e 1990 foi membro dos governos de unidade nacional, onde desempenhou as funções de ministro da defesa, tendo implementado a retirada das forças israelitas do sul do Líbano. Apanhado desprevenido pela Intifada de Dezembro de 1987, tentou sem sucesso reprimir o levantamento dos palestinianos.


Em 1992 foi eleito líder do Partido Trabalhista, que conduziu à vitória nas eleições legislativas de Julho desse ano, tornando-se primeiro-ministro pela segunda vez. Desempenhou um importante papel nos Acordos de Paz de Oslo, que criaram uma Autoridade Nacional Palestiniana, com algumas funções de controlo sobre a Cisjordânia e a Faixa de Gaza. Arafat renunciou então, oficialmente, ao recurso à violência e reconheceu Israel, enquanto Rabin reconheceu a OLP. Em Outubro de 1994 assinou o tratado de paz com a Jordânia.


Foi galardoado com o Prémio Nobel da Paz em 1994, pelos seus esforços a favor da paz no Médio Oriente, honra que partilhou com o seu ministro dos negócios estrangeiros, Shimon Peres, e com o líder da OLP, Yasser Arafat.


No dia 4 de Novembro de 1995 foi assassinado por um estudante judeu ortodoxo, militante de extrema-direita que se opunha às negociações com os palestinianos, quando participava num comício pela paz na Praça dos Reis (hoje Praça Yitzhak Rabin) em Telavive.

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