quinta-feira, 11 de outubro de 2012

EFEMÉRIDEJosé Thomaz da Cunha Vasconcellos Neto, actor, realizador, produtor, radialista e humorista brasileiro, morreu em São Paulo no dia 11 de Outubro de 2011. Nascera em Rio Branco, em 20 de Março de 1926. Era considerado pelos seus pares como o pioneiro mundial da “stand up comedy”.
Estreou-se profissionalmente na rádio, com o programa “Papel Químico” de Renato Murce (1941), onde se tornou célebre por fazer imitações das vozes de outros locutores e artistas.
Estreou-se no cinema em “Este Mundo é um Pandeiro” (1947). Produziu e actuou no primeiro programa humorístico da televisão brasileira, “A Toca do Zé”, exibido pela TV Tupi de São Paulo em 1952.
Tornou-se famoso pelas suas piadas de gagos, como no sketch “O Locutor de Futebol Gago”. Na verdade, ele interpretava esses personagens de maneira caricatural, totalmente diferente de como um gago realmente fala, mas mesmo assim foi muitas vezes criticado por «ridicularizar pessoas com gaguez».
Em 1960, gravou o disco “Eu Sou o Espectáculo”, baseado no show com o mesmo nome que apresentou durante muitos anos em teatros de todo o Brasil. Provavelmente, foi o primeiro humorista a vender mais de 100 mil cópias de um LP do género. O disco tinha a duração de 55 minutos, sendo o mais longo LP de humor feito no Brasil.
Em 1961, José Vasconcellos investiu no teatro de revista com “JV no País dos Bilhetinhos” e fez “Defunto Zero Quilómetro”, uma paródia às histórias de suspense.
Em 1964, ao regressar de uma viagem a Los Angeles, teve a ideia de construir a “Vasconcelândia”, um parque temático numa área de um milhão de metros quadrados, no município de Guarulhos. Investiu todos os recursos financeiros que tinha conseguido arrecadar ao longo da sua vida artística, sem obter nenhum apoio oficial. O projecto fracassou e quase o levou à falência.
Continuou a trabalhar na TV, além de se apresentar em muitas salas de espectáculo. Em 2009, foi lançado em DVD o documentário “Ele é o Espectáculo” do cineasta Jean Carlo Szepilovski, uma homenagem ao conjunto da sua obra. Narrado pelo próprio humorista, apresentava depoimentos de Jô Soares e Chico Anysio, bem assim como trechos de filmes e programas de rádio e TV em que actuou durante a sua vida artística.
O seu último personagem no cinema foi Barbosa, no filme “Bom Dia, Eternidade” (2009). Afastado do mundo do espectáculo devido ao mal de Alzheimer, passou os últimos anos de vida na sua casa em Itatiba, no interior de São Paulo.

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