sábado, 13 de dezembro de 2014

13 DE DEZEMBRO - JOSÉ SIMÕES DE ALMEIDA

EFEMÉRIDE – José Simões de Almeida, escultor português, morreu na Amadora em 13 de Dezembro de 1926. Nascera em Figueiró dos Vinhos no dia 24 de Abril de 1844. É também referido como José Simões de Almeida (Tio), para o distinguir do sobrinho homónimo, que foi também escultor.
Com doze anos de idade, matriculou-se na Escola de Belas-Artes de Lisboa onde, em pouco tempo, alcançou uma posição de relevo. Concluiu o curso em 1865, com uma elevada classificação, o que lhe permitiu receber do governo uma bolsa de estudos para se aperfeiçoar em Itália.
Passando por França, aproveitou a estadia nesse país para cursar a Escola Imperial de Belas-Artes, onde se conservou até 1870, sob a orientação do escultor Jouffroy. De tal modo se houve nos estudos, que lhe foram conferidas cinco medalhas de prata, uma menção honrosa e um prémio pecuniário de 200 francos atribuídos por ocasião das exposições escolares de 1868 a 1869. Com uma grande preparação artística, deslocou-se depois para Roma, onde esteve desde Outubro de 1870 até Fevereiro de 1872. Entre muitos mestres, teve o professor Júlio Monteverde.
Regressou a Portugal e, pouco tempo depois, foi nomeado professor interino da Escola de Belas-Artes, lugar onde se manteve durante três anos. Só em 1881 obteve uma nomeação efectiva para o mesmo lugar. Simões de Almeida foi professor de Desenho e, mais tarde, de Escultura.
Era conhecido como mestre Simões e foi o principal orientador artístico de várias gerações, tendo discípulos que ficaram famosos pela qualidade das suas obras. Aparentemente rude nas suas expressões, ele era afinal um espírito generoso e justo. Toda a sua vasta obra reflecte uma austeridade impecável, no puro academismo que professava. Ninguém no seu tempo, e mesmo antes e depois da sua época, o teria excedido quanto ao rigor e à exacta observação das formas. Como mestre da aula de Escultura, deixou um vazio ainda hoje sentido e recordado.
A lista dos seus trabalhos é extensa. Entre eles, O Saltimbanco, Saudade, Inês de Castro, D. Sebastião, lendo Os Lusíadas, Camões, Infante D. Henrique, Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral, a estátua monumental do Duque da Terceira, a Vitória – uma das estátuas que ornamenta o monumento dos Restauradores de 1640, o túmulo de Guilherme Cossoul no Cemitério dos Prazeres e o famoso Cristo existente na capela dos Jerónimos, onde está o túmulo de Alexandre Herculano.
Uma das suas estátuas mais conhecidas e valiosas é A Puberdade, em bronze, exposta em Paris (1878) e que está, actualmente, no jardim átrio do Museu de Arte Contemporânea.
Simões de Almeida deixou também, na sua terra natal, duas obras magníficas: Cristo Crucificado, réplica da mesma imagem existente no Mosteiro dos Jerónimos, e Camões – mármore oferecido pelo autor ao Clube Figueirense e que se encontra na sala de leitura desta instituição.

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