domingo, 14 de dezembro de 2014

14 DE DEZEMBRO - PETER O'TOOLE

EFEMÉRIDE Peter Seamus O’Toole, actor irlandês, morreu em Londres no dia 14 de Dezembro de 2013. Nascera em Connemara, em 2 de Agosto de 1932. Durante a sua carreira foi nomeado oito vezes para os Oscars, ganhou quatro Globos de Ouro, um BAFTA, um Emmy e foi distinguido com um Oscar Honorário em 2003, pela globalidade do seu trabalho.
Estudou numa escola católica no início da Segunda Guerra Mundial. Segundo disse mais tarde, «tinha medo das freiras, pela sua negação de feminilidade, pelos seus vestidos pretos e por raparem o cabelo».
Ao sair da escola, O’Toole arranjou, aos catorze anos, um emprego num escritório e, mais tarde, foi jornalista e fotógrafo estagiário num periódico de Leeds, até ser chamado para o serviço militar na Royal Navy em 1950.
Em 1952, obteve uma bolsa de estudos para a Royal Academy of Dramatic Art. Dois anos depois, ingressou na prestigiada Royal Shakespeare Company, tendo entrado em cerca de 60 peças de teatro, sobretudo de clássicos ingleses. Em 1956, representou também várias comédias musicais em Londres.
Apareceu pela primeira vez no cinema em 1959, num pequeno papel. A sua consagração chegaria ao interpretar T. E. Lawrence, no filme de David Lean “Lawrence da Arábia” (1962), depois de Marlon Brando e Albert Finney terem recusado o papel. Contracenou com Omar Sharif e as filmagens duraram dois anos. A sua interpretação valeu-lhe a primeira nomeação para o Oscar de Melhor Actor.
O’Toole interpretou depois grandes papéis, como o de Rei Henrique II da Inglaterra em “Becket” (1964). Protagonizou também “Hamlet” sob a direcção de Laurence Olivier. Atingiu em 1970 a grande ambição da sua vida, ao subir a um palco da capital irlandesa (Abbey Theatre) para interpretar Samuel Beckett.
Em 1972, contracenou com Sophia Loren na obra de Miguel de Cervantes “Man of La Mancha”, numa adaptação cinematográfica de um musical representado na Broadway em 1965.
Em 1959, casou-se com a actriz galesa Siân Phillips, com quem teve duas filhas. Divorciaram-se vinte anos depois. Phillips revelaria mais tarde, em duas autobiografias, que O’Toole a havia submetido a violência psicológica, em grande parte por abusar do álcool e por ser muito ciumento. De um relacionamento que teve posteriormente com a modelo Karen Brown, nasceu o seu terceiro filho (1983).
Uma doença grave quase o fez sucumbir em 1976, tendo sido operado para remoção do pâncreas e grande parte do estômago. Em consequência da cirurgia, ficou dependente de insulina. Em 1978, quase morreu de uma doença no sangue. Recuperou e voltou sempre a trabalhar. Ganhou o Prémio Emmy, em 1999, pelo seu papel na mini-série “Joan of Arc”. Peter O’Toole fez mais de setenta filmes ao longo da sua vida. Residia em Clifden, no condado de Galway, na Irlanda, desde 1963. No auge da sua carreira, chegou a manter casas em Dublin, Londres e Paris.
No início dos anos 1950, foi um activista contra os britânicos pelo seu envolvimento na Guerra da Coreia. Mais tarde, na década de 1960, foi um adversário activo da Guerra do Vietname.

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