segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

8 DE DEZEMBRO - ELZA CANSANÇÃO MEDEIROS

EFEMÉRIDEElza Cansanção Medeiros (ou Major Elza como preferia ser chamada), uma das primeiras oficiais enfermeiras do exército brasileiro, morreu no Rio de Janeiro em 8 de Dezembro de 2009. Nascera, também na capital carioca, em 21 de Outubro de 1921.
Com os pais, aprendera a fazer tiro, ainda na adolescência. Com as governantas alemãs que serviram a sua família na década de 1930, aprendeu música e idiomas. Estreou-se no Teatro Universitário, com a peça “Dama da Madrugada”. Formou-se na Escola de Enfermeiras da Cruz Vermelha, licenciando-se ainda em Jornalismo na Faculdade Nacional de Filosofia.
Filha do médico Tadeu de Araújo Medeiros, amigo de Alberto Santos Dumont e auxiliar directo de Oswaldo Cruz na campanha contra a febre amarela, foi a primeira brasileira a apresentar-se como voluntária na Directoria de Saúde do Exército, para lutar na Segunda Guerra Mundial. Tinha então dezanove anos de idade. Embora sonhasse vir a lutar na linha de frente, teve de se contentar em fazer parte, como enfermeira, do Destacamento Precursor de Saúde da Força Expedicionária Brasileira, uma vez que o exército, na época, não admitia mulheres como combatentes.
A sua actuação na Segunda Guerra Mundial começou em Alagoas, prestando socorro aos náufragos do navio “Itapagé”, torpedeado na costa brasileira pelo submarino alemão “U-161.
Durante o conflito, trabalhou nos hospitais de evacuação em Itália, distantes da frente de batalha. Foi também oficial de ligação e enfermeira chefe em Livorno. Com o fim da guerra, foi dispensada assim que regressou ao seu país, tendo ido trabalhar no Banco do Brasil.
Em 1957, as mulheres foram convocadas, podendo vir a ser militares de carreira. Elza voltou logo, mas continuou a trabalhar como enfermeira. Esteve também no Serviço Nacional de Informações (SNI) e nunca mais abandonou a vida militar.
Simultaneamente, formou-se em História das Américas, Psicologia, Parapsicologia, Turismo e Relações Humanas. Tinha também conhecimentos de mecânica, escultura, pintura e tapeçaria, tendo ainda aprendido, aos sessenta anos de idade, a pilotar ultraleves.
Fundou e dirigiu duas revistas, tendo colaborado em jornais do Rio de Janeiro e do Recife. Escreveu três livros sobre a sua participação na Segunda Guerra Mundial. Apresentou inúmeros trabalhos em congressos de medicina militar. É a mulher mais condecorada do Brasil, ultrapassando as 200 medalhas.

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