terça-feira, 30 de dezembro de 2014

30 DE DEZEMBRO - LEONARDO COIMBRA

EFEMÉRIDELeonardo José Coimbra, filósofo, professor e político português, nasceu em Borba de Godim, Lixa, no dia 30 de Dezembro de 1883. Morreu no Porto em 2 de Janeiro de 1936. Como ministro da Instrução Pública de um dos governos de Primeira República Portuguesa, lançou as Universidades Populares e a Faculdade de Letras do Porto. Como pensador, fundou o movimento Renascença Portuguesa.
Aos 14 anos, deixou o Colégio de Nossa Senhora do Carmo, em Penafiel, para se matricular na Escola Naval de Coimbra (1898). Em 1905, iniciou – na Academia Politécnica do Porto – o Curso Superior de Letras, que concluiu em Lisboa quatro anos depois, com média elevada.
Em 1907, fundou e dirigiu, com Jaime Cortesão, Cláudio Basto e Álvaro Pinto, a revista “Nova Silva” (de orientação anarquista) e, no ano seguinte, fundou a Sociedade dos Amigos do ABC, para combater o analfabetismo. Constituiu depois, com Jaime Cortesão, Rodrigo Solano, Gil Ferreira e Correia de Sousa, o grupo político-literário Nova Seara e fundou em 1912 a Renascença Portuguesa, com as suas Universidades Populares, tendo por órgão informativo a revista “Águia”. Em 1913, apresentou a sua tese “Criacionismo” ao concurso para assistente de Filosofia e, no ano seguinte, começou a sua carreira de político, filiando-se no Partido Republicano Português. Em 1915, leccionou no Liceu Gil Vicente, em Lisboa. Colaborou nas publicações periódicas “Serões” (1901/11), “Atlântida” (1915/20) e “Contemporânea” (1915/26).
Foi por duas vezes ministro de Instrução Pública (1919 e 1923), criou as Escolas Primárias Superiores, reformou a Biblioteca Nacional, fundou a Faculdade de Letras da Universidade do Porto (onde foi director e professor) e defendeu – apesar de toda a polémica gerada – a liberdade do ensino religioso nas escolas particulares fiscalizadas pelo Estado.
Foi um dos maiores impulsionadores do Espiritismo em Portugal, tendo feito parte da mesa do I Congresso Espírita Português, realizado em Lisboa em Maio de 1925.
Incompatibilizando-se com a facção tradicional do seu partido, que acabou por abandonar, devido à sua defesa do ensino religioso particular, ingressou na Esquerda Democrática. Converteu-se ao Catolicismo em 1935, vindo a falecer pouco tempo depois, vítima de um acidente de automóvel.

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