sábado, 12 de dezembro de 2015

12 DE DEZEMBRO - ARNALDO JABOR

EFEMÉRIDEArnaldo Jabor, guionista e realizador de cinema e televisão, produtor, dramaturgo, crítico de teatro e jornalista brasileiro, nasceu no Rio de Janeiro em 12 de Dezembro de 1940.
Formado no ambiente do Cinema Novo, participou na segunda fase deste movimento, que buscava analisar a realidade nacional, inspirando-se no Neo-realismo italiano e na Nouvelle Vague francesa. A sua primeira longa-metragem foi o inovador documentário “Opinião Pública” (1967), uma espécie de mosaico sobre o modo como os brasileiros olham a sua própria realidade.
No início dos anos 1970, com o recrudescimento da repressão política e da censura, os antigos autores do Cinema Novo procuraram caminhos metafóricos ou alegóricos, para tentar fintar a acção do governo e poder expor as suas propostas. Jabor fez o mesmo com “Pindorama” (1970), mas nesta película o excesso de barroquismo e de radicalismo contra o cinema clássico comprometeram a qualidade da obra, como o próprio Jabor viria mais tarde a admitir.
No filme seguinte, redimiu-se completamente com um dos grandes sucessos de bilheteira do cinema brasileiro – “Toda Nudez Será Castigada” (1973), adaptado da peça homónima de Nelson Rodrigues, tem um enfoque mais humano, mas ainda assim não poupa implacáveis críticas à hipocrisia da moral burguesa e aos seus costumes. A actriz principal (Darlene Glória) ganhou o Urso de Prata de Melhor Actriz no Festival de Berlim.
Seguiu-se “O Casamento” (1975), adaptado de um romance do mesmo escritor, em que foi ainda mais forte nas suas investidas contra as deformidades comportamentais e sexuais da sociedade. Com “Tudo Bem” (1978), iniciou a chamada “Trilogia do Apartamento”. Foi talvez o seu filme mais relevante, que investiga, num tom de forte sátira e ironia, as contradições da sociedade brasileira. A obra ganhou o prémio de Melhor Filme no Festival de Brasília e proporcionou grandes desempenhos a Paulo Gracindo e Fernanda Montenegro, entre outros grandes actores.
Eu Te Amo” (1980), que se dedica a uma análise intimista e sexual, consagrou Paulo César Pereio e Sónia Braga no cinema. Seguiram-se outros filmes com bastante sucesso junto do público. 
Na década de 1990, em virtude das circunstâncias ditadas pelo governo Collor de Mello, que não apoiava a produção cinematográfica brasileira, Jabor foi obrigado a procurar novos rumos e encontrou na imprensa o seu ganha-pão. Estreou-se como colunista no final de 1995 e, mais tarde, trabalhou na Rede Globo (“Jornal Nacional”, “Jornal da Globo”, “Bom Dia Brasil”, “Jornal Hoje” e “Fantástic”). Na Rádio CBN, comentou também – com o seu tom irónico – os factos da actualidade brasileira.
Tem abordado os mais variados temas, com intervenções apimentadas na televisão e nas suas colunas na imprensa, que lhe renderam muitos admiradores e obviamente também muitos críticos.
Diversos textos que circulam pela internet são falsamente assinados por Arnaldo Jabor. Em Novembro de 2009, o próprio autor escreveu uma coluna negando essas autorias e fazendo uma crítica sobre o assunto, dizendo que «a era digital não era para ele». 

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