sábado, 19 de dezembro de 2015

19 DE DEZEMBRO - JOSÉ LEZAMA LIMA

EFEMÉRIDEJosé Lezama Lima, romancista, poeta e ensaísta cubano, considerado um das figuras mais influentes da literatura latino-americana, nasceu em Havana no dia 19 de Dezembro de 1910. Morreu na mesma cidade em 8 de Agosto de 1976.
Lezama viveu os tempos mais turbulentos da história de Cuba, participando em manifestações estudantis e lutando contra as ditaduras de Machado e de Batista.
A sua obra literária inclui o romance barroco semi-autobiográfico “Paradiso”, publicado em 1966. Conta a história de um jovem e das suas lutas contra misteriosas doenças, a morte do pai e as suas inclinações homossexuais e poéticas. Os primeiros cinco capítulos deste livro foram publicados na revista “Orígenes”, em 1940.
Licenciou-se em Direito e, de 1929 até à sua morte, viveu numa casa situada num dos velhos bairros de Havana, primeiro com a mãe e, depois da morte desta, com Maria Luísa Bautista, sua secretária, com quem se causou apesar da sua homossexualidade. Só deixou Cuba para duas breves viagens ao México e à Jamaica.
Lezama Lima coligiu várias antologias de poesia cubana e colaborou nas revistas “Verbum” (1937), “Espuela de Plata” (1939/1941), “Orígenes” (anos 1940) e “Nadie Parecia” (1941)”, sendo considerado o patriarca das Letras Cubanas nos seus últimos anos de vida.
O estilo barroco – que ele desenvolveu – baseava-se, em partes iguais, na sua sintaxe influenciada por Gôngora e por uma constelação assombrosa de imagens invulgares. O seu primeiro livro, um longo poema intitulado “Muerte de Narciso”, publicado quando tinha apenas vinte e sete anos, tornou-o desde logo famoso em Cuba.
Para além de poemas e romances, Lezama Lima escreveu diversos ensaios sobre figuras da literatura mundial como Mallarmé, Paul Valéry, Gôngora e Rimbaud, bem como sobre a estética barroca Latino-Americana.
Em 1972, recebeu o Prémio Maldoror de Poesia (Espanha) e, com o romance “Paradiso”, ganhou o Prémio de Melhor Obra Hispano-Americana Traduzida para Italiano (Itália).
José Lezama Lima morreu em 1976, devido a complicações da asma que o afligia desde a infância, sendo sepultado no Cemitério Colon em Havana. Influenciou vários escritores de língua espanhola, como Octavio Paz, Julio Cortázar e Mario Vargas Llosa, entre outros. 

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