quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

15 DE FEVEREIRO - JENS BAGGESEN

EFEMÉRIDEJens Immanuel Baggesen, poeta dinamarquês, nasceu em Korsør no dia 15 de Fevereiro de 1764. Morreu em Hamburgo, em 3 de Outubro de 1826.
Os pais eram muito pobres e, antes de completar doze anos, Jens foi colocado no escritório do escrivão da comarca, para copiar documentos. Era uma criança frágil, melancólica e tentou mesmo o suicídio por mais de uma vez. À força de muita perseverança, conseguiu concluir o ensino básico e, em 1782, entrou para a Universidade de Copenhaga.
O sucesso como escritor surgiu logo com as primeiras publicações – os seus “Contos cómicosem verso. OJovem”, publicado uma década depois, tomou de assalto a cidade e o jovem problemático transformou-se repentinamente num poeta popular, aos vinte e um anos de idade.
Baggesen tentou então a poesia lírica e, com o seu tacto, elegância de forma e versatilidade, conquistou um lugar no melhor da sociedade local.
Todo aquele sucesso recebeu um golpe em Março de 1789, quando a sua ópera “Holger Danske” foi recebida com grande controvérsia e uma reacção nacionalista contra ela (em relação aos alemães). Deixou a Dinamarca num acesso de raiva e passou os anos seguintes na Alemanha, França e Suíça. Casou-se em Berna, em 1790, começando a escrever em alemão e publicando nessa língua o seu poema “Alpenlied”.
No Inverno do mesmo ano, voltou à Dinamarca, trazendo consigo – como uma oferta de paz – o seu excelente poema descritivo “Labirinto”, escrito em dinamarquês. Foi recebido com inúmeras homenagens.
Os anos seguintes foram gastos em constantes andanças pelo norte da Europa, fixando depois residência em Paris. Continuou a publicar alternadamente em dinamarquês e alemão. Em alemão, o mais importante foi a epopeia idílica “Parthenais” (1803).
Em 1806, voltou a Copenhaga para se “defrontar” com o jovem Adam Oehlenschläger, considerado o grande poeta do momento. Até 1820, Baggesen residiu em Copenhaga, numa disputa literária quase incessante com um ou outro escritor, insultando e sendo insultado. A característica mais importante de tudo isso era a determinação de Baggesen em não permitir que Oehlenschläger fosse considerado um poeta maior do que ele.
Baggesen deixou então a Dinamarca pela última vez e voltou para a sua amada cidade de Paris, onde perdeu a segunda esposa e o filho mais novo (1822). Após uma prisão por dívidas, caiu num estado desesperado de depressão. Em 1826, depois de ter recuperado ligeiramente a saúde, quis rever a Dinamarca, mas morreu a caminho, num hospital em Hamburgo, sendo sepultado em Kiel.
O seu talento multifacetado teve sucesso em todas as formas de escrita. Um pouco mais de esforço em restringir o seu egoísmo e paixão teria feito dele um dos mais brilhantes e maiores autores de sátiras modernos. Os seus poemas cómicos são intemporais. A literatura dinamarquesa tem para com Baggesen uma grande dívida pela sua firmeza e forma, num estilo sempre elaborado e elegante.
Com todos os seus defeitos, ele destaca-se como a maior figura entre Holberg e Oehlenschläger. Especialmente significativa é a sua canção “Houve um tempo quando eu era muito pequeno”, que permanece popular quase duzentos anos depois da sua morte.
Existe uma estátua de Baggesen em Havnepladsen, Korsør, inaugurada em Maio de 1906. Não muito longe, em Batterivej, localiza-se o Hotel Jens Baggesen também assim chamado em sua homenagem.

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