quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

22 DE FEVEREIRO - RENATO ROCHA

EFEMÉRIDERenato da Silva Rocha, músico brasileiro, morreu em Guarujá no dia 22 de Fevereiro de 2015. Nascera no Rio de Janeiro em 27 de Maio de 1961. Foi baixista e compositor da banda Legião Urbana, tendo participado nos três primeiros discos deste grupo: “Legião Urbana”, “Dois” e “Que País É Este”.
Nascido em São Cristóvão, no Rio, mudou-se para Brasília em 1970, visto que o pai era militar e fora colocado na capital. Em 1974, Renato Rocha passou a ter contacto com a banda Tela (um dos vários grupos surgidos na década de 1970), mas nunca a integrou.  
As primeiras alcunhas que teve foram Renatão, por causa da sua envergadura, e Romeu (herói olímpico grego de luta), em virtude de ser bastante brigão. Quando entrou para a equipa de voleibol da Associação Atlética Banco do Brasil, passou a ser conhecido por Negrelle, que fora um famoso jogador do clube. Mais tarde, porém, o apelido foi mudado para Negrete, numa brincadeira dos seus amigos. Ainda em Brasília, foi membro dos Cabeças Raspadas, subcultura urbana inspirada nos Skinheads ingleses.
Juntamente com Toninho Maia, fundou a banda Smegma. Em 1981, passou a integrar o grupo Dents Kents, que existiu até 1982.
A Legião Urbana era originalmente um trio, com Renato Russo (baixo), Dado Villa-Lobos (guitarra) e Marcelo Bonfá (bateria). Renato Rocha ingressou na banda logo após eles terem assinado contrato com a EMI, em 1984, a quatro dias do início das gravações do primeiro LP. O motivo foi a tentativa de suicídio de Renato Russo ao cortar os pulsos, ficando assim impossibilitado de gravar. Renato Rocha já era amigo de Marcelo Bonfá, o que facilitou a sua entrada imediata. A partir daí, tornou-se integrante fixo do grupo e compôs “'Quase sem querer”, “Daniel na cova dos leões” e diversas canções juntamente com outros membros da banda.
Renato Rocha deixou a Legião em 1989, quando a banda estava prestes a gravar o álbum “As Quatro Estações”. Numa entrevista concedida anos mais tarde, ele afirmou que fora expulso por Renato Russo. Em entrevistas posteriores, Dado Villa-Lobos precisou que os reais motivos da saída de Renato Rocha foram os seus problemas com bebidas alcoólicas e os atrasos nos shows.
Depois da Legião Urbana, integrou a banda Cartilage, com a qual lançou os discos “Cartilage Virtual” e “Solana Star”.
Em Março de 2012, o programa jornalístico “Domingo Espectacular”, da Record, exibiu uma reportagem na qual mostrava que o baixista se havia transformado num sem-abrigo do Rio de Janeiro. Descrevia a série de acontecimentos que o levaram a perder tudo e a ir morar nas ruas cariocas. Especulava também o porquê de os direitos autorais não serem suficientes para que o músico conseguisse levar uma vida digna e igualmente o porquê da sua vida se ter transformado tão radicalmente. Ainda na reportagem, o ECAD comunicou que entregava ao músico um valor de cerca de 900 reais mensais.
Em 2002, numa entrevista, Renato Rocha assumira consumir maconha e bebidas alcoólicas e que tivera uma juventude marcada por estas e outras drogas.
Em 2013, actuou – com outros músicos – no Estádio Nacional Mané Garrincha, no show “Renato Russo Sinfónico”. Neste tributo, a imagem de Renato Russo, falecido em 1996, apareceu projectada no palco.
Em 2014, foi convidado para uma participação no projecto “Urbana Legion”. Renato voltou então aos palcos para tocar os sucessos do Legião Urbana, juntamente com o também ex-integrante Eduardo Paraná.
Em 22 de Fevereiro de 2015, por volta das 8h30, uma governanta encontrou o ex-baixista morto dentro de um hotel em Guarujá, no bairro da Enseada, no litoral de São Paulo. O funeral teve lugar dois dias depois para o Cemitério Memorial Parque Paulista, em Embu das Artes, na região da Grande São Paulo. Renato deixou um casal de filhos e uma neta.

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