domingo, 5 de fevereiro de 2017

5 DE FEVEREIRO - HENFIL

EFEMÉRIDE Henfil, de seu verdadeiro nome Henrique de Souza Filho, cartoonista, jornalista e escritor humorista brasileiro, nasceu em Ribeirão das Neves no dia 5 de Fevereiro de 1944. Morreu no Rio de Janeiro em 4 de Janeiro de 1988.
Como outros dois dos seus irmãos — o sociólogo Betinho e o músico Chico Mário — herdou da mãe a hemofilia, distúrbio que impede a coagulação do sangue, fazendo com que a pessoa seja mais susceptível a hemorragias.
Henfil cresceu na periferia de Belo Horizonte, onde fez os primeiros estudos, frequentou um curso supletivo nocturno e um curso superior de Sociologia na Faculdade de Ciências Económicas da UFMG, que abandonou meses depois.
Foi embalador de queijos, contínuo numa agência de publicidade e jornalista, até se especializar, no início dos anos 1960, em ilustração e produção de bandas desenhadas.
A estreia de Henfil como ilustrador deu-se em 1964, quando – a convite do editor e escritor Robert Dummond – começou a trabalhar na revista “Alterosa” de Belo Horizonte, onde criou “Os Franguinhos”. Em 1965, passou a colaborar no jornal “Diário de Minas”, produzindo caricaturas políticas. Em 1967, criou charges desportivas para o “Jornal dos Sports” do Rio de Janeiro. Também teve trabalhos publicados nas revistas “Realidade”, “Visão”, “Placar” e “O Cruzeiro”. A partir de 1969, passou a colaborar no “Jornal do Brasil” e em “O Pasquim”.
Nestas publicações, os seus personagens atingiram um grande nível de popularidade. Já envolvido com a política do país, Henfil criou nos anos 1970 a revista “Fradim”, que tinha como timbre o desenho humorístico, crítico e satírico, com personagens tipicamente brasileiros. Foi precisamente durante o período em que houve censura nos meios de comunicação, com os órgãos de repressão a prender e torturar os “subversivos”, que Henfil lançou esta revista.
Trabalhou igualmente para cinema, teatro, televisão (na Rede Globo, foi redactor do extinto programa “TV Mulher”) e literatura. Actuou em diversos movimentos sociais e políticos brasileiros.
Tentou seguir carreira nos Estados Unidos, onde passou dois anos a tratar da sua doença. Como não teve lugar nos tradicionais jornais norte-americanos, sendo relegado para publicações underground, Henfil escreveu o livro “Diário de um Cucaracha”. De regresso ao Brasil, colaborou na revista “Isto É”, onde teve uma coluna intitulada “Cartas da Mãe”.
Após uma transfusão de sangue, acabou por contrair o vírus da SIDA, tendo falecido vítima das complicações da doença. Estava no auge da carreira, com os seus trabalhos a serem publicados nas principais revistas brasileiras. No ano de 2009, o seu único filho criou o Instituto Cultural Henfil. Através de uma parceria entre a ONG Henfil e o Instituto Henfil, as 31 revistas “Fradim” publicadas por Henfil, entre os anos de 1971 e 1980, serão reeditadas.
Entre os prémios que recebeu, salienta-se o Troféu Cid Rebelo Horta de Melhor Cartoonista (1965) e o Prémio Vladimir Herzog na categoria Artes pelo conjunto da sua obra na revista “Isto É” (1981).

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