quarta-feira, 5 de outubro de 2011




EFEMÉRIDE Václav Havel, escritor, intelectual e político checo, nasceu em Praga no dia 5 de Outubro de 1936. Foi o último presidente da Checoslováquia e o primeiro presidente da República Checa.


Aos dezoito anos, começou a publicar artigos e novelas, sobretudo em revistas ligadas ao teatro. Depois de ter cumprido o serviço militar, trabalhou como estagiário no teatro ABC e mais tarde, em 1960, no teatro Divadlo na zábradlí, onde foi representada a sua primeira peça (“Zahradní slavnost”, 1963). Para Václav Havel, a sua acção na vida pública e cultural era um meio de promover os seus ideais democráticos. Começou pelo “teatro do absurdo”, mas rapidamente as suas posições de dissidente vieram ao de cima.


Foi presidente do Círculo de Escritores Independentes e membro activo do Clube dos Sem Partido. As suas peças começaram então a ser censuradas e chegou a trabalhar numa cervejaria (1974).


Em 1977, foi um dos fundadores da “Carta 77”, uma organização de defesa dos direitos do homem na Checoslováquia. Entre 1977 e 1989 foi preso três vezes num total de cinco anos.


Firme defensor da resistência não-violenta, tornou-se um ícone da Revolução de Veludo no seu país, em 1989. Em Dezembro desse ano, na qualidade de chefe do Fórum Cívico, foi eleito presidente da Checoslováquia com o voto unânime da Assembleia Federal.


Manteve-se no cargo após as eleições livres de 1990. Apesar das crescentes tensões, apoiou a preservação da federação entre checos e eslovacos durante a dissolução da Checoslováquia. Em Julho de 1992, o parlamento federal não logrou elegê-lo, devido à falta de apoio dos deputados eslovacos, apesar de ser o único candidato a presidente. Após a declaração de independência da Eslováquia, Havel renunciou à presidência. Quando da criação da República Checa, candidatou-se ao cargo de presidente e venceu as eleições em Janeiro de 1993.


Após lutar contra um cancro no pulmão, Havel foi reeleito presidente em 1998. O seu segundo mandato presidencial terminou em Fevereiro de 2003.


Político atípico, é geralmente considerado no seu país como uma “personalidade extraordinária”, muitas vezes apelidado de “presidente-filósofo”. A sua vida foi mesmo considerada uma “obra de arte” por Milan Kundera.


Entre as distinções que recebeu salientam-se : Prémio Erasmos (1986), Prémio Olof Palme e Prémio Simon Bolívar (1989), Grande Cruz da Legião de Honra Francesa e Prémio UNESCO dos Direitos do Homem (1990), Prémio Consciência Planetária e Medalha Presidencial da Liberdade (1996), Oficial da Ordem do Canadá (2003) e Prémio Franz Kafka de Literatura (2010).

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