sexta-feira, 23 de dezembro de 2011




EFEMÉRIDE Helmut Heinrich Waldemar Schmidt, político alemão do Partido Social-Democrata (SPD), nasceu em Hamburgo no dia 23 de Dezembro de 1918. Foi o quinto chanceler da Alemanha (1974/1982).


Helmut Schmidt, filho de dois professores, estudou na escola Lichtwark onde se diplomou em 1937. Chamado para o serviço militar, começou por servir numa bateria anti-aérea em Vegesack, perto de Bremen, durante a Segunda Guerra Mundial. Depois de estar brevemente na frente Leste, foi colocado no Ministério do Ar em 1942, como formador e conselheiro. Perto do fim da guerra, a partir de Dezembro de 1944, serviu como Oberleutnant na frente Oeste. Foi feito prisioneiro pelos britânicos em Abril de 1945 e assim ficou até ao fim da guerra em Agosto do mesmo ano. Durante o conflito foi condecorado com a Cruz de Ferro. Prosseguiu depois os seus estudos de Economia e Ciências Políticas.


Ingressou no SPD em 1946 e, em 1947/1948, dirigiu um sindicato de estudantes próximo do partido. Depois de acabar os estudos universitários, trabalhou para o governo da cidade de Hamburgo, no Departamento de política económica.


Em 1953 foi eleito para o parlamento da RFA. De 1969 a 1972, ocupou as funções de Ministro da Defesa no governo de Willy Brandt. De 1973 a 1974 foi Ministro da Economia e das Finanças, antes de se tornar Chanceler. Sucedeu a Brandt, depois deste se ter demitido após um escândalo de espionagem que implicava um dos seus conselheiros.


Keynesiano na origem, modificou depois a sua política económica e decidiu reduzir o deficit público. A sua fórmula «Os lucros de hoje serão os investimentos de amanhã e os empregos de depois de amanhã» ficou célebre.


Manteve muito boas relações com o presidente Giscard d'Estaing, oito anos mais novo, que governava então a França. Continuou com a política de Brandt de apaziguamento com o Leste (Ostpolitik), opondo-se à política mais agressiva de Reagan e assinando os Acordos de Helsínquia em 1975.


Em Fevereiro de 1982 ganhou um voto de confiança do Parlamento mas, em Setembro, quatro ministros do Partido Liberal-democrata abandonaram o governo de coligação. Schmidt acumulou então a função de Chanceler com a pasta dos Negócios Estrangeiros, até que uma nova moção faz cair o governo. Sucedeu-lhe o democrata-cristão Helmut Kohl.


Dando por acabada a sua carreira, Schmidt trabalhou como escritor e jornalista, continuando a interessar-se pela vida social e política. Desde 1983 foi cronista e um dos responsáveis do semanário de esquerda “Die Zeit”. Escreveu cerca de trinta livros, alguns com grande sucesso, como foi o caso de “O exercício responsável da religião” (2011), um ensaio sobre o lugar da religião numa sociedade globalizada.


Em 2010, com 91 anos de idade, foi considerado por 3/4 dos alemães como uma “autoridade moral”, bem à frente de outras personalidades alemãs. A sua mulher, com quem tinha casado em 1942, faleceu em Outubro de 2010. Duas mil pessoas, entre as quais a chanceler Angela Merkel, assistiram ao funeral.

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