segunda-feira, 10 de junho de 2013

10 DE JUNHO - LINO DE CARVALHO

EFEMÉRIDELino António Marques de Carvalho, político português, morreu em Lisboa no dia 10 de Junho de 2004. Nascera em Leiria, em 4 de Outubro de 1946. Técnico de contas de profissão, aderiu ao Partido Comunista Português em 1969, integrando o respectivo Comité Central desde 1988.
Entre 1987 e 2004 foi deputado à Assembleia da República pelo círculo eleitoral de Évora. Foi vice-presidente da Assembleia da República, membro da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa e da direcção do Grupo Unitário de Esquerda, vice-presidente do Grupo Parlamentar do PCP e deputado na Assembleia Municipal de Évora.
Foi distinguido com o prémio de Melhor Deputado, pela Associação de Jornalistas Parlamentares, em 2003. Defensor da Reforma Agrária, foi vice-presidente da Federação Nacional de Cooperativas Agrícolas de Produção e membro da Comissão Organizadora das doze Conferências da Reforma Agrária. Publicou os livros “Um Marco no Caminho da Liberdade” (2000) e “Reforma Agrária – Da Utopia à Realidade”, editado pela Campo das Letras em 2004. Foi co-autor de “As Cooperativas em Questão” (1972).
Lino de Carvalho lutou desde sempre pelos ideais da liberdade, da democracia e do progresso social. Profundamente empenhado na luta anti-fascista, participou em diversas frentes de combate à ditadura e de luta pela democracia, sendo activista de movimentos estudantis, cine clubistas e das cooperativas culturais.
Integrou a oposição democrática, envolvendo-se – desde o início – no movimento das Comissões Democráticas Eleitorais (CDE), primeiro como representante da Comissão de Estudantes Democratas de Lisboa e, depois, como dirigente na Comissão Coordenadora Nacional da CDE, intervindo activamente na experiência das candidaturas da oposição em 1969.
A sua participação na oposição e na luta antifascista levou a que sofresse perseguições e represálias da ditadura. Foi expulso do Serviço Militar Obrigatório em 1969 e preso duas vezes pela PIDE/DGS, em Janeiro de 1971 e em Abril de 1974, encontrando-se na prisão quando eclodiu a Revolução dos Cravos.
Depois do 25 de Abril de 1974, foi ainda membro da Comissão Executiva e da Comissão Nacional do Movimento Democrático Popular e candidato à Assembleia Constituinte.
Na Assembleia da República, destacou-se pela convicção e brilhantismo das suas intervenções, pelo profundo conhecimento das matérias, pela cuidada fundamentação das propostas, pela constante ligação à vida e aos problemas das populações e do país, mas também pela capacidade de diálogo e pela extrema afabilidade com que se relacionava com os outros, o que lhe granjeava simpatias em todos os quadrantes políticos. Integrou diversas comissões parlamentares, com destaque para as de Agricultura e Economia
O Presidente da República, Jorge Sampaio, que recebeu a notícia da sua morte em Bragança, onde se deslocara para as comemorações do Dia de Portugal, lamentou emocionado a perda de um «amigo de longa data”. Para o primeiro-ministro de então, Durão Barroso, «a Assembleia da República ficara mais pobre», referindo-se a Lino de Carvalho como «alguém muito combativo e por todos reconhecido como um parlamentar excepcional».

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