quarta-feira, 26 de junho de 2013

26 DE JUNHO - ANA ZANATTI

EFEMÉRIDE Ana Maria Zanatti Olival, actriz, escritora e apresentadora de televisão portuguesa, nasceu em Lisboa no dia 26 de Junho de 1949.
Estudou num colégio católico e, mais tarde, no Liceu Pedro Nunes. Na Faculdade de Letras de Lisboa, frequentou o curso de Filologia Românica, que acabou por abandonar para ingressar no Curso de Teatro do Conservatório Nacional e dedicar-se ao teatro, rádio, televisão e cinema.
Estreou-se em 1968 no Teatro da Trindade, na Companhia Nacional de Teatro dirigida por Francisco Ribeiro (Ribeirinho). Anos depois, foi convidada para ser apresentadora na RTP onde, a par do seu trabalho como actriz, tem dado voz a inúmeros documentários, telejornais, concursos, noites de cinema, programas sobre artes/espectáculos e festivais da canção, alguns deles em parceria com apresentadores bastante conhecidos como Eládio Clímaco, Fialho Gouveia, Alice Cruz, Maria Elisa, António Sala, Artur Agostinho e Henrique Mendes. Ao longo de 12 anos, foi também a voz institucional do canal Odisseia.
Entre 1968 e 1999, participou em inúmeras peças de teatro de diversos géneros, incluindo o teatro de revista, onde recebeu o Prémio Revelação (1980).
Iniciou a sua carreira no cinema em 1968, com o filme “Estrada da Vida” de Henrique Campos, mas foi em 1982 que desempenhou o papel mais importante da sua carreira, no filme “O Lugar do Morto” de António Pedro Vasconcelos, um marco na história do cinema português e até hoje um dos filmes que teve mais espectadores. A sua presença no cinema e em telefilmes tem-se mantido assídua e foi galardoada com diversos prémios, como o Sete (1986) e o Globo de Ouro da SIC (1997).
Desde 1978, a sua participação em telenovelas e em outros trabalhos de televisão tem sido uma constante. Participou em séries como “A Senhora Ministra”, “Ballet Rose”, “Nico D'Obra”, “Nós os Ricos”, “Médico de Família”, “Morangos com Açúcar”, “Os Compadres”, bem como nas telenovelas “Vila Faia”, “Verão Quente”, “Desencontros”, “Ajuste de Contas”, “A Senhora das Águas” e “Saber Amar”, entre outras.
Em 1984, foi convidada para representar Portugal no espectáculo comemorativo da entrada de Portugal e Espanha na CEE em Estrasburgo, no Parlamento Europeu.
Em 1988, foi co-autora com Rosa Lobato de Faria, da telenovela “Passerelle” e, a partir desse momento, desenvolveu outros trabalhos de autoria, como “O Espírito da Cor” (um documentário em 12 episódios) e “Cacau da Ribeira” (10 episódios de ficção), tendo em 2009 sido co-autora e apresentadora do programa “Sete Palmos de Testa” na RTP2.
Foi também autora de letras para diversas canções, interpretadas por vários cantores, nomeadamente “Telepatia” de Lara Li e outros temas cantados por Mafalda Sacchetti, Paulo de Carvalho, Carlos Zel, Dina, Lena d'Água, Alexandra e outros.
Em 2003, publicou o seu primeiro romance “Os Sinais do Medo”, seguindo-se “Agradece o Beijo” e uma trilogia de contos infantis “O Povo Luz e os Homens Sombra”.
Ana Zanatti tem sido membro de diversos júris de cinema, quer para atribuição de subsídios estatais quer para atribuição de prémios.
Em 2009, foi convidada para ser uma das oradoras na sessão de apresentação pública do primeiro movimento da sociedade civil de defesa dos direitos dos homossexuais ao casamento, realizada no Cinema São Jorge, em Lisboa. Nessa altura, tornou pública a sua homossexualidade.
Em 2011, editou o livro, “Teodorico e as Mães Cegonhas” e fez as dobragens do jogo “Uncharted 3 (PlayStation). Em Maio de 2013, publicou o romance “E onde é que está o Amor?”.

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