sábado, 18 de outubro de 2014

18 DE OUTUBRO - KLAUS KINSKI

EFEMÉRIDEKlaus Kinski, de seu verdadeiro nome Nikolaus Karl Günther Nakszyński, actor alemão, nasceu em Zoppot no dia 18 de Outubro de 1926. Morreu em Lagunitas, na Califórnia, em 23 de Novembro de 1991, vítima de crise cardíaca. Entrou em mais de 130 filmes, celebrizando-se sobretudo ao protagonizar películas do realizador Werner Herzog.
Em 1931, a família mudou-se para Berlim, onde Klaus frequentou o Prinz-Heinrich-Gymnasium em Berlim-Schöneberg. Teve uma infância e juventude atribuladas. Os pais eram muito pobres e, por vezes, ele teve mesmo de roubar para poder comer. Desde muito cedo, mostrou-se empreendedor e desembaraçado.
Durante a Segunda Guerra Mundial, foi convocado para a Wehrmacht e serviu na Frente Ocidental nos Países Baixos. Ferido em combate, rendeu-se às tropas britânicas, passando a maior parte da guerra como prisioneiro. Foi no campo de detenção, representando para os outros prisioneiros, que descobriu o seu talento como actor. Após a guerra, decidiu voltar à Alemanha Ocidental, onde estudou teatro com vários mestres. Tornou-se famoso como declamador de textos de Shakespeare, Oscar Wilde, Arthur Rimbaud, Charles Baudelaire e François Villon. Trabalhou igualmente no teatro, nomeadamente em duas peças de Jean Cocteau. Adoptou então o nome artístico pelo qual ficaria conhecido.   
Em 1948, estreou-se no cinema, desempenhando um pequeno papel no filme “Morituri”. Tornava-se assim um actor do emergente cinema alemão do pós-guerra. No início dos anos 1960, a sua carreira internacionalizou-se, tendo participado no filme “Doutor Jivago” de David Lean, em alguns Westerns e em inúmeros filmes secundários. Actuou em vários países sobretudo europeus.
Durante a sua carreira, teve propostas de realizadores como Federico Fellini, Pier Paolo Pasolini, Akira Kurosawa, Luchino Visconti ou Steven Spielberg, mas – segundo ele – recusava quase sempre, preferindo papéis em filmes de realizadores menos conhecidos mas que lhe pagavam melhor. No entanto, essas recusas deviam-se também, provavelmente, ao facto de Kinski não querer trabalhar com realizadores com personalidades tão fortes quanto a sua, que o poderiam ofuscar ou, de alguma forma, subjugar. No entanto, Kinski trabalhou com nomes grandes e personalidades tão fortes como Werner Herzog e David Lean, porventura porque nestes casos conseguia juntar o útil ao agradável.
A sua reputação internacional foi obtida depois de cinco colaborações com o cineasta Werner Herzog, nos filmes “Aguirre, der Zorn Gottes” (1972), “Woyzeck” (1979), “Nosferatu: Phantom der Nacht” (1979), “Fitzcarraldo” (1982) e “Cobra Verde” (1987). Em 1989, Kinski foi também realizador do filme “Kinski Paganini”.
A personalidade de Kinski era bastante pitoresca e controversa. Era uma vedeta caprichosa e difícil e as suas violentas explosões coléricas, por motivos fúteis e insignificantes, tornaram-se lendárias. Era o terror dos realizadores e produtores. Por outro lado, era um Don Juan insaciável e chegava a querer participar num filme só para ter oportunidade de seduzir determinada actriz. Não era um actor que pudesse representar todos os tipos de personagens. Representava quase sempre papéis de pessoas atormentadas, fanáticas, violentas, obcecadas, intensas, criminosas, apaixonadas ou loucas.
Em 1975, publicou a sua autobiografia, onde relatou a sua vida intensa e atormentada, as suas inúmeras e ardentes paixões e algumas aventuras eróticas. Recebeu três prémios de Melhor Actor em 1979/80. Quando morreu, de acordo com os seus desejos, o corpo foi cremado e as cinzas espalhadas no Oceano Pacífico.

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