sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

30 DE DEZEMBRO - JAKOB FUGGER

EFEMÉRIDEJakob Fugger von der Lilie, banqueiro e importante homem de negócios alemão, conhecido como “o Rico”, morreu em Augsburgo no dia 30 de Dezembro de 1525, Nascera no mesmo local em 6 de Março de 1459.
No auge da sua carreira no século XVI, Jakob Fugger acumulou uma fortuna imensa (de acordo com o poder de compra de hoje, seriam cerca de 400 biliões de euros), correspondente a uma parcela significativa da actividade económica da Europa. Tinha, no final da sua vida, cerca de 2,1 milhões de florins. Ele não foi apenas o primeiro milionário de que há memória, mas também deixa os super-ricos de hoje na sombra, continuando a ser “o homem mais rico da história mundial”.
Filho mais novo de um tecelão recém-chegado à cidade alemã de Augsburgo, era membro de uma grande família mercantil e de banqueiros, os Fuggers, que dominou os negócios europeus durante os séculos XV e XVI. Demonstrou grande capacidade para os negócios e associou a sua empresa às minas do Tirol, mediante a concessão de empréstimos permanentes ao arquiduque Sigismundo, em troca de fornecimentos de cobre e prata. Era conhecido em toda a Europa e usou parte da sua fortuna para emprestar dinheiro a governantes.
Jakob Fugger também provia exércitos mercenários de recursos em dinheiro. Os seus negócios impulsionaram o desenvolvimento do comércio internacional e da imprensa. Por meio do seu representante Fernão de Noronha, foi o primeiro “não português” a investir no Brasil, ainda em 1503. Teve também destacado papel político, emprestando dinheiro à Casa de Habsburgo para financiar a eleição de Maximiliano I como imperador do Sacro Império.
Na administração da sua empresa, reduzia o poder decisório dos directores das filiais, reservando para si as decisões mais importantes. Fugger adoptava o sistema das sucursais ou feitorias, sempre dependentes da casa-mãe, onde os directores não tinham estabilidade nos cargos mas recebiam bons salários, podendo aplicar parte deles na empresa. Nas feitorias mais afastadas, Fugger proibia algumas operações, como as vendas a crédito.
Os primeiros contactos desta família de banqueiros com Portugal deram-se em 1493, quando o rei João II de Portugal solicitou a participação dos Fugger numa expedição ao Catai, viagem que no entanto não se veio a realizar. Foi sobretudo depois do regresso de Vasco da Gama da Índia, com o primeiro carregamento de especiarias, que surgiu o interesse de Jakob Fugger no comércio português.
Assim, depois dos Welsers e outros mercadores alemães obterem vários privilégios em Lisboa, mediante os convénios de 1503/04, os Fugger instalaram em Lisboa uma feitoria para transacções de especiarias.
Entretanto, o monarca português estabeleceu a sua feitoria em Antuérpia, para o abastecimento de produtos do ultramar, e os Fugger passaram a manter relações com Portugal por essa via. Nos anos seguintes, na sequência da questão das Molucas, deu-se uma quebra das relações directas com Lisboa, que só seriam reactivadas pelo seu sobrinho Anton Fugger, líder da família após a morte de Jakob.

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