quinta-feira, 29 de março de 2012

EFEMÉRIDEFernando Travassos Tordo, cantor e compositor português, nasceu em Lisboa no dia 29 de Março de 1948.
Começou a cantar aos 16 anos, tendo passado pelos grupos Deltons e Sheiks. Participou no Festival RTP da Canção de 1969, onde interpretou o tema “Cantiga”. Nesse mesmo festival, conheceu o poeta José Carlos Ary dos Santos.
Regressou ao Festival RTP da Canção em 1970 com “Escrevo às Cidades”, e em 1971, com “Cavalo à Solta”, uma das suas primeiras colaborações com Ary dos Santos. Ainda em 1971, foi editado o disco “Festival de Camaradagem” com Paulo de Carvalho, Fernando Tordo, Duo Orfeu e Ary dos Santos.
Voltou ao Festival RTP da Canção, em 1972, com “Dentro da Manhã”, da autoria de Yvette Centeno e José Luís Tinoco. Nesse ano, editou o seu primeiro álbum, “Tocata”. Passou a gravar para a editora Tecla, lançando o single “Eu Não Vou Nisso”/ “Invenção do Amor”. Em 1973, venceu o Festival RTP da Canção com a canção “Tourada”.
O disco “Portugal Ressuscitado”, de Ary dos Santos e Fernando Tordo, onde consta o célebre «Agora/ o povo unido/ nunca mais será vencido», foi gravado logo a seguir ao 25 de Abril de 1974. Recebeu o Prémio Casa da Imprensa de 1974.
Em 1975, foi um dos fundadores da primeira editora discográfica independente, a Toma Lá Disco.
Uma canção sua, “Portugal no Coração”, venceu o Festival RTP da Canção, em 1977, desta vez com interpretação do grupo Os Amigos (Paulo de Carvalho, Luísa Basto, Ana Bola, Edmundo Silva e Fernanda Piçarra). Editou nesse ano o álbum “Estamos Vivos” e ganhou novamente o Prémio Casa da Imprensa.
Em 1980 lançou o disco “Cantigas Cruzadas”, o último com Ary dos Santos. Ia iniciar-se uma nova etapa na sua carreira de cantor-compositor, passando a ser também autor dos poemas. Concorreu ao primeiro Festival da Canção da Rádio Comercial, realizado em 1981, que venceu com “Conversa Nova”. Ganhou ainda os 2º e 4º prémios deste certame.
Em 1983 editou o disco “Adeus Tristeza” e foi distinguido com o prémio para o Melhor LP de Música Ligeira.
Residiu nos Açores entre 1982 e 1986. Em 1984 lançou o disco “Anticiclone”, com orquestrações de François Rauber, antigo colaborador de Jacques Brel.
Juntamente com Carlos Mendes e Paulo de Carvalho, fez uma série de quatro espectáculos no Casino do Estoril. O espectáculo apresentava uma mistura de meia centena de sucessos antigos, temas mais recentes e algumas canções inéditas. O espectáculo foi gravado num duplo álbum que, em 1990, chegou a disco de platina. Em 1991 volta a contar com a participação de François Rauber.
Criou, escreveu e apresentou na SIC, em 1993, o programa “Falas tu ou falo eu”. No ano seguinte, gravou o CD “Só Ficou o Amor Por Ti” nos famosos estúdios de Abbey Road (Londres). Em 1995 lançou o disco “Lisboa de Feira”, também gravado em Londres.
Entre Maio e Junho de 1997 gravou, em Barcelona, o disco “Peninsular”. Produziu depois e apresentou durante 27 dias consecutivos, no Teatro Nacional D. Maria II, o espectáculo “O calendário”. Voltou a vencer o Prémio Casa da Imprensa em 1997.
Em 1999 apresentou o programa “Clube Tordo” na CNL. Deslocou-se a Timor-Leste em Novembro de 1999 com Jorge Palma e Rui Pinto de Almeida. Desta parceria, resultou uma série documental de três episódios, intitulada “Timor-Leste, a Paz e a Língua Portuguesa”. Foi exibida no CNL e posteriormente na RTP internacional. A convite do Instituto Camões, apresentou este trabalho em Timor, em 2002. Neste mesmo ano, foi editado “E No Entanto Ela Move-se”, CD gravado em Barcelona, que incluiu temas dedicados aos filmes “Cinema Paraíso” e “O carteiro de Pablo Neruda” e ainda homenagens a George Harrison e ao povo de Timor-Leste.
Em Novembro de 2003, publicou o livro “Fantásticas, Fingidas e Mentirosas”, cujo título foi retirado de uma estrofe de “Os Lusíadas”.
Tributo a los laureados Nobel”, um disco em que musicou poemas de escritores que ganharam aquele prémio, foi gravado em 2006. Em 2008 lançou um novo livro, “Se Não Souberes Copia”, e realizou uma digressão nacional com a Stardust Orchestra.
Fernando Tordo gravou cerca de 30 discos, fez milhares de espectáculos, manteve-se fiel a um estilo e conseguiu sucessos que ainda hoje perduram.

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