quinta-feira, 1 de março de 2012




EFEMÉRIDERuy Alberto Rebelo Pires de Carvalho, actor português, nasceu em Lisboa no dia 1 de Março de 1927.


Iniciou-se no teatro amador em 1942, com a peça “O Jogo para o Natal de Cristo”. De 1945 a 1950, frequentou o Conservatório Nacional, cujo Curso de Teatro/ Formação de Actores finalizou com 18 valores.


Estreou-se como profissional em 1947, no Teatro Nacional (Companhia Rey Colaço/Robles Monteiro), na comédia “Rapazes de Hoje”de Roger Ferdinand. Em 1950, ficou conhecido pela sua interpretação em “Está lá Fora um Inspector”, de Priestley, peça estreada no Teatro Avenida. Nesse mesmo ano ingressou no Teatro do Povo (mais tarde Teatro Nacional Popular), onde fez todas as temporadas de Verão até 1958.


Fundou em 1961 o Teatro Moderno de Lisboa, um grupo teatral progressista, que deu a conhecer, à revelia da censura, autores nunca representados em Portugal. Em 1963 foi para o Porto, assumindo a direcção artística do Teatro Experimental do Porto, onde realizou a sua única experiência como encenador, em “Terra Firme” de Miguel Torga.


Fez parte de diversas companhias teatrais (como a de Laura Alves, a de Rafael de Oliveira, os Artistas Associados e a companhia sediada no Teatro Maria Matos), efectuando digressões ao Brasil e a África. Em 1977, esteve no relançamento do Teatro Nacional D. Maria II, a cuja companhia pertenceu até à sua extinção. Trabalhou com Filipe La Féria em “Passa Por Mim no Rossio” (1992), “Maldita Cocaína” (1994) e “A Casa do Lago” (2002), entre vários espectáculos.


Interpretou muitos outros autores, de que se destacam: Molière, Tennessee Williams, Bernard Shaw, Anton Tchekov, D. Francisco Manuel de Melo, Eça de Queirós, Luís de Sttau Monteiro e Luiz Francisco Rebello. Cumprindo um velho sonho, protagonizou em 1998, sob a direcção de Richard Cotrell, o clássico “Rei Lear” de William Shakespeare, integrado nas comemorações dos 150 anos do Teatro Nacional e dos 50 anos da sua carreira de actor.


Em Espanha, participou num concerto de encerramento da temporada do Teatro Monumental de Madrid, intitulado “Orfeu”, com textos de Fernando Pessoa e música especialmente concebida pelo compositor Pablo Rivière.


A sua actividade estendeu-se também à rádio e à televisão, tendo participado em diversas peças teatrais, séries e telenovelas.


No cinema, estreou-se em 1951 com “Eram 200 Irmãos” de Armando Vieira Pinto, mas foi nos anos 1960 que o seu trabalho se tornou mais relevante. Saliente-se “Pássaros de Asas Cortadas” de Artur Ramos (1963); “Domingo à Tarde” de António de Macedo (1965), que também o dirigiu em “A Bicha de Sete Cabeças” (1978); “O Cerco” de António da Cunha Telles (1969) e “O Processo do Rei” de João Mário Grilo (1990). Com Manoel de Oliveira, sobressaiu em “Non ou a Vã Glória de Mandar” (1990), “A Caixa” (1994) e “O Quinto Império – Ontem Como Hoje” (2004). Para além dos seus filmes como actor, tem emprestado a sua voz à dobragem de desenhos animados.


Ruy de Carvalho recebeu os Prémios de Imprensa para o Teatro em 1962, 1981, 1982 e 1986; para o Cinema em 1965, 1966 e 1971; e os Prémios da Crítica Especializada em 1961, 1962, 1964, 1965 e 1981. Foi galardoado com os Glob0s de Ouro para a Personalidade do Ano em 1998 e de Melhor Actor no ano seguinte. Em 1990 foi-lhe atribuída a Medalha de Mérito Cultural, tendo sido agraciado com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique em 1993 e da Ordem Militar de Santiago da Espada em 1998.

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