segunda-feira, 12 de março de 2012





EFEMÉRIDELouison Bobet, de seu verdadeiro nome Louis Pierre Marie Bobet, antigo ciclista francês, nasceu em Saint-Méen-le-Grand no dia 12 de Março de 1925. Morreu em Biarritz, em 13 de Março de 1983.


Foi vencedor da Volta a França em 1953, 1954 e 1955, igualando o velho recorde do belga Philippe Thys que tinha vencido também o Tour em 1913, 1914 e 1920. Foi Campeão Mundial de Ciclismo em Estrada (1954) e vencedor do Paris-Roubaix em 1956. Era conhecido como “o padeiro de Saint-Méen”, devido à profissão que tinha antes de iniciar a sua carreira de ciclista.


Praticou vários desportos na juventude, nomeadamente ténis de mesa, onde se sagrou mesmo Campeão da Bretanha. Um seu familiar notou nele aptidões muito especiais para o ciclismo e convenceu-o a dedicar-se à modalidade. Começou a competir em 1941 e obteve a sua primeira vitória como federado no ano seguinte.


Durante a guerra, transportou mensagens para a Resistência e integrou o exército, depois do desembarque aliado em 1944. Desmobilizado do serviço militar, conquistou em 1946 um título de campeão amador. Em 1947 tornou-se profissional e começou a sobressair em todas as provas que disputou.


Durante a sua carreira profissional (1947/1962), averbou 122 vitórias. Representou as equipas “Stella”, “Mercier” e “Ignis”. Juntamente com o italiano Fausto Coppi, dominou o ciclismo mundial nos anos 1950.


Em Dezembro de 1961, ao regressar de Bruxelas com um irmão, foi vítima de um grave acidente de automóvel. No decorrer da sua recuperação física, foi tratado durante duas semanas no Instituto de Talassoterapia de Roscoff. Disse adeus às competições em Agosto de 1962. Surpreendido com os efeitos da água do mar sobre o seu organismo, imaginou um novo conceito de “saúde/tempos livres”, criando o primeiro centro moderno de talassoterapia, em Goulvars. O instituto abriu as suas portas em Abril de 1964 e foi inaugurado oficialmente no mês seguinte. O mundo da política, das artes, dos espectáculos e das letras acorreu de forma surpreendente. Face a este sucesso, fez construir dois outros centros, um em Biarritz e outro em Marbella. Este último só abriria após o seu falecimento. A maldita doença atraiçoou-o. Morreu vitimado por um cancro, precisamente no dia seguinte ao seu 58º aniversário.


Um museu foi inaugurado em 1994 na sua terra natal. Nele se podem contemplar numerosos troféus, livros, testemunhos, maquetas, vídeos, fotografias, revistas, medalhas, camisolas, bandeiras, cachecóis, bicicletas, etc.


Supersticioso, Bobet vivia fascinado pelo número 41. Antes de cada corrida, queria saber sempre qual o ciclista a quem coubera aquele número. O 41 tinha um significado especial para ele, porque a sua primeira vitória, ainda como amador, ocorrera em 1941. Foi incorporado também no 41º regimento de infantaria e, quando se instalou em Fontenay-sous-Bois, foi morar no nº 41 da rua Roublot.


Bobet foi um dos primeiros corredores a ter um preparador físico só para si e um fisioterapeuta, que era simultaneamente seu secretário e motorista. Publicou em 1959 um livro para crianças, com o título “Campeão ciclista”.

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