quinta-feira, 12 de setembro de 2013

12 DE SETEMBRO - ÁLVARES DE AZEVEDO


 
EFEMÉRIDE – Manuel António Álvares de Azevedo, contista, romancista, dramaturgo, poeta e ensaísta brasileiro, escritor da segunda geração romântica, nasceu em São Paulo no dia 12 de Setembro de 1831. Morreu no Rio de Janeiro em 25 de Abril de 1852.
Passou a infância no Rio de Janeiro, onde – em 1840 – iniciou os estudos no Colégio Stoll, em Botafogo. Voltou mais tarde a São Paulo, cidade na qual ingressaria na Faculdade de Direito em 1847. Desde logo, ganhou fama pelas brilhantes e precoces produções literárias. Destacou-se também pela facilidade com que aprendia línguas e pelo seu espírito jovial e sentimental.
Durante o curso de Direito, traduziu o 5º acto de “Otelo” de Shakespeare e “Parisina” de Lord Byron; fundou a revista da Sociedade Ensaio Filosófico Paulistano (1849) e fez parte da Sociedade Epicureia.
Não concluiu o curso, pois foi acometido de tuberculose pulmonar nas férias de 1851/52, a qual foi agravada por um tumor na fossa ilíaca, ocasionado por uma queda de cavalo. Morreu antes de completar 21 anos.
Da sua obra salientam-se: “Poesias diversas” e “Poema do Frade”; a peça de teatro “Macário” (1855); o romance “O Livro de Fra Gondicário”; os contos “Noite na Taverna” (1855); “Cartas”; e os ensaios “Literatura e civilização em Portugal”e “George Sand”. “Lira dos Vinte Anos” (1853) será a sua principal obra. Devido à sua morte tão prematura, todos os trabalhos foram publicados postumamente.
A sua obra recebeu muitas influências de Lord Byron, de Goethe, de François-René de Chateaubriand e, sobretudo, de Alfred de Musset. Álvares de Azevedo foi muito lido até às duas primeiras décadas do século XX, com constantes reedições dos seus livros. As últimas encenações da sua peça “Macário” tiveram lugar em 1994 e 2001. É o patrono da cadeira nº 2 da Academia Brasileira de Letras.
Foi enterrado num cemitério na praia vermelha, na zona sul do Rio de Janeiro, que mais tarde viria a ser destruído pelo mar. Foi o seu cão quem encontrou os restos mortais do dono, que repousam agora no Cemitério São João Batista no Rio de Janeiro.

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