quinta-feira, 26 de setembro de 2013

26 DE SETEMBRO - GAL COSTA


 
EFEMÉRIDE Gal Costa, de seu verdadeiro nome Maria da Graça Costa Penna Burgos, cantora brasileira, nasceu em Salvador no dia 26 de Setembro de 1945.
Gal estreou-se em Agosto de 1964 ao lado de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia e outros, no espectáculo “Nós, Por Exemplo...”, que inaugurou o Teatro Vila Velha, em Salvador. Nesse mesmo ano, participou em “Nova Bossa Velha, Velha Bossa Nova”, no mesmo local e com os mesmos parceiros. A sua primeira gravação ocorreu no disco de estreia de Maria Bethânia (1965).
Participou do I Festival Internacional da Canção, em 1966, interpretando “Minha senhora”. O seu primeiro LP (“Domingo”) foi lançado pela editora Philips em 1967, ao lado do também estreante Caetano Veloso. Participou depois no III Festival de Música Popular Brasileira, defendendo as canções “Bom dia” e “Dadá Maria”.
Em 1968, participou no disco “Tropicália”, com as canções “Mamãe coragem”, “Parque industrial” e “Enquanto seu lobo não vem”, além de “Baby”, o seu primeiro grande sucesso a solo. No mesmo ano, entrou no III Festival Internacional da Canção (TV Globo), cantando “Gabriela Mais Bela”. Em Novembro, concorreu ao IV Festival da Record, defendendo a canção “Divino maravilhoso”. Lançou em 1969, o primeiro disco a solo, “Gal Costa”. No mesmo ano, gravou o segundo disco, “Gal”, que viria a estar na origem de um show com o mesmo nome.
Em 1970, viajou até Londres para visitar Caetano Veloso e Gilberto Gil, exilados pela ditadura militar. Dessa viagem, trouxe algumas músicas que seriam incluídas no disco seguinte: “Legal”. Em 1971, gravou um compacto duplo, importantíssimo na sua carreira, onde se encontram alguns dos seus grandes sucessos. Nesse mesmo ano, realizou um dos shows mais importantes da música brasileira, “Fa-Tal”, que foi gravado e gerou o disco que até hoje é considerado por muitos críticos como o mais importante da sua vida artística, o “Fa-Tal / Gal a Todo Vapor”.
Em 1973, gravou o disco “Índia”, do qual nasceria outro show muito bem sucedido, com o mesmo título. Nesse mesmo ano, participou no festival Phono 73, que esteve na origem de três discos. Em 1974, gravou o disco “Cantar”, dirigido por Caetano Veloso.
Em 1975, fez imenso sucesso ao gravar, para a abertura da telenovela da Rede GloboGabriela”, a canção “Modinha para Gabriela” de Dorival Caymmi. O grande sucesso da canção motivou a gravação do disco “Gal Canta Caymmi”, lançado em 1976. Nesse mesmo ano, ao lado de Gilberto Gil, Caetano e Maria Bethânia, participou no show “Doces Bárbaros”, nome de um grupo baptizado e idealizado por Bethânia, um espectáculo que correu o Brasil. O disco com o mesmo título é considerado uma obra-prima, embora tenha sido duramente criticado na época do seu lançamento (1976). Doces Bárbaros era uma típica banda hippy da década de 1970 e, ao longo dos anos, foi tema de um filme, de um DVD e do enredo de uma escola de samba.  
Em 1977, lançou o disco “Caras & Bocas”, de onde nasceu mais um show, “Com a Boca no Mundo”. No ano seguinte, foi lançado aquele que seria o primeiro disco de ouro de sua carreira, “Água Viva”. Desse disco surgiu o espectáculo “Gal Tropical”, onde ela deu uma reviravolta na sua carreira, mudando drasticamente de visual, passando da imagem de hippy para a de uma cantora muito mais madura.
Desde os anos 1980, quando surgiram os “especiais” do Festival de Música Popular Brasileira, até ao final da década, a televisão brasileira foi marcada pelo sucesso dos seus espectáculos, que registaram índices de audiências recordes. Gal Costa participou no especial “Mulher 80 (Rede Globo), um dos momentos mais marcantes da televisão. O programa exibiu uma série de entrevistas e musicais, cujo tema era a mulher e a discussão do papel feminino na sociedade de então, abordando esta temática no contexto da música nacional e da inegável preponderância das vozes femininas, com Maria Bethânia, Gal Costa, Elis Regina, Fafá de Belém, Simone, Rita Lee e a participação especial da actriz Regina Duarte.
Em 1980, Gal gravou o disco “Aquarela do Brasil”, focado na obra do compositor Ary Barroso. Sucederam-se discos e shows com imenso êxito. O espectáculo “O Grande Circo Místico” foi estreado em 1983. Com ele, Gal Costa integrou um grupo de artistas que viajou pelo país, apresentando o show para uma plateia de mais de 200 mil pessoas, em quase 200 espectáculos. Gal Costa interpretava a canção “A História de Lili Braun”, musicada pela dupla Chico Buarque e Edu Lobo. O espectáculo conta a história de amor entre um aristocrata e uma acrobata e a saga da família austríaca proprietária do Grande Circo Knie, que vagueou pelo mundo nas primeiras décadas do século passado.
Em 1984, Gal deixou a Philips e assinou contrato com a RCA, onde gravou o disco “Profana”. Em 1985, foi lançado o disco “Bem Bom”, em que cantou em dueto com Caetano Veloso e Tim Maia. Actuou no coro da versão brasileira de “We are the world”, o hit americano que juntou vozes de todo o mundo e granjeou fundos para ajudar África.
Em atitude que surpreendeu muitos dos fãs, Gal posou nua para a revista “Status”, poucos meses antes de completar quarenta anos. Em 1988, gravou com grande sucesso a canção “Brasil”, para a abertura da telenovela da Rede GloboVale Tudo”.
Gravou vários discos nos anos 1990/2000 e, em 2001, foi incluída no Hall of Fame do Carnegie Hall, após participar no show “40 anos de Bossa Nova”, uma homenagem a Tom Jobim. É a única cantora brasileira a ter tido esta honra.
Em 2006, realizou uma série de espectáculos na Blue Note, em Nova Iorque. Deste show foi gravado um CD, lançado sucessivamente nos Estados Unidos, no Japão e no Brasil, já em 2007.
Não participou em nenhum espectáculo durante algum tempo, para melhor se poder dedicar a um filho que entretanto adoptara. Fez depois uma tournée pelo Brasil em 2009. Em Dezembro de 2011, lançou o álbum “Recanto” que foi eleito o Melhor Disco de 2011. No ano seguinte, fez nova tournée pelo Brasil, a que se seguiu Portugal, Itália, França e Israel. Em 2012, foi considerada pela revista “Rolling Stone” como a 7ª melhor voz da música brasileira de todos os tempos.

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